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Cientistas revelam a face de uma múmia de mais de 2 mil anos

agosto 22, 2016
O rosto da múmia Meritamun

O rosto da múmia Meritamun

Cientistas da Universidade de Melbourne, na Austrália, reconstituíram as feições de uma múmia egípcia de mais de 2 mil anos empregando novas técnicas que empregam tomografia computadorizada e impressão em 3D.

A múmia de uma mulher que morreu por volta dos 18 anos de idade recebeu dos pesquisadores o nome de Meritamun (“Amada por Amon”) e desde 1930 estava sob a guarda da universidade, tendo sido levada para a Austrália pelo antropólogo britânico Frederic Wood Jones, que descobriu o restos entre 1907 e 1908 durante uma campanha de escavações no sul do Egito.

Depois de tanto tempo Meritamun passou a ser estudada porque finalmente foi possível disponibilizar de técnicas que não arriscassem a integridade da múmia. Além de descobrirem sobre as feições da múmia, outros estudos pretendem descobrir a causa da morte de uma mulher ainda tão jovem. Os estudos servirão de base para o aprimoramento da formação em análise forense na universidade, que dispõe de uma coleção de restos mortais aguardando análises com a técnica empregada em Meritamun.

 

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Música medieval: O Canto Visigótico

julho 31, 2016

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O canto visigótico, também conhecido como canto moçárabe ou liturgia hispânica, é um tipo de cântico litúrgico medieval que possui forte influência judaica, pois sua origem data do século IV, quando judeus e cristão na Península Ibérica compartilhavam algumas práticas comum em suas liturgias a exemplo da recitação de trechos do Antigo Testamento. O cântico foi sendo enriquecido a sofreu variações desde o início de sua utilização em missas e em outros momentos da vivência religiosa medieval na Espanha.

O vídeo abaixo traz uma interpretação de um registro de um cântico que foi encontrado em 1495.

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Os Guerreiros Águia – A “Tropa de Elite” asteca

julho 21, 2016

Portada-Guerreros-AguilaOs Cuauhtli eram os Guerreiros Águia que, ao lado dos Ocelotl (Guerreiros Jaguar), compunham a elite militar asteca. A águia tem um papel importante na mitologia asteca, tendo indicado aos antigos mexicas o local de suas “Terra Prometida” e sendo vinculada ao sol (por isso os guerreiros também eram chamados de Soldados do Sol) e por isso constituir um grupamento de guerreiros em alusão a esta ave sagrada tem importantes significados. Os Guerreiros Águia eram ornamentados com adereços e utensílios ao poderoso animal e para ingressar nessa força militar era exigido um rigoroso preparo de homens que necessariamente já eram guerreiros antes de merecerem o privilégio e a honra de se vestirem de águias.

Ainda quando meninos, futuros integrantes da elite guerreira asteca eram selecionados entre a nobreza ou mesmo entre a população comum se já demonstravam precoces aptidões excepcionais. Apesar do treinamento duro, ingressar oficialmente nas fileiras da Sociedade dos Guerreiros Águia exigia dos jovens aspirantes provas de habilidade e valor em combate e a captura de inimigos era um meio de atender a essa exigência. A quantidade de capturas por guerreiro como requisito varia de acordo com relatos, estando entre quatro a doze ou mais prisioneiros e essas capturas exigiam um mínimo de duas batalhas consecutivas. Os prisioneiros também deveriam atender a requisitos, sendo excluídos aqueles que fossem fisicamente frágeis ou debilitados, exigindo presas em pleno vigor físico. A captura deveria ocorrer sem utilização de armas letais (o que facilitaria a intimidação, reduzindo o efeito da habilidade sobre o resultado).

Uma vez aprovados, os guerreiros manobrariam armamentos como arcos, lanças, punhais, estilingues, propulsores de lanças, “macuahuitl” (arma de madeira incrustada com lâminas de obsidiana) e com utensílio de proteção como armadura de acolchoada de algodão, escudos e o característico capacete em forma de águia. Também passavam a gozar de privilégios e reconhecimento social, podendo ostentar publicamente sinais de distinção, dispor de concubinas, ter terra sem cobrança de impostos com direito de transmissão por herança e também podiam participar da vida política.

Mas ser um Guerreiro Águia não era o limite da ascensão social pela via militar, pois a cerreira exigiria outras demonstrações de valor e bravura com a possibilidade de novas promoções.

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Romanos X Persas: 721 anos de guerra

julho 19, 2016

Os romanos e os persas não tinham boas relações diplomáticas entre si. Na verdade a relação que mantinham era a de oponentes e em virtude disso os conflitos entre as duas civilizações durou incríveis 721 anos. A rivalidade não se restringia à disputa territorial ou conflitos nas fronteiras, envolvia diversos aspectos quem incluíam a religiosidade.

Os persas eram adversários que também impunham preocupações aos romanos. Seja durante o período dos Partos (238 aC – 227 dC) ou no período dos Sassânidas (227 – 651) não havia sossego entre os poderosos impérios vizinhos. Os dois lados se enfrentaram diversas vezes com sucessos e fracassos para ambos. Só a capital da Pártia, Ctesifonte, no atual Iraque, chegou a cair temporariamente sob o domínio romano cinco vezes.

Shapur I, segundo soberano persa na dinastia dos Sassânidas (durante 241 a 272), conseguiu liderar uma forte retomada persa de reconquista territorial, impondo derrotas dolorosas sobre os romanos e chegando a capturar o imperador Valeriano (Publius Licinius Valerianus Augustus). No período Sassânida as tensões Roma X Pérsia tinham cada vez mais influência dos aspectos religiosos que distinguiam os dois oponentes e os cristãos eram alvos dos persas dentro e fora de seus territórios (a perseguição aos cristão era associada à rivalidade com os romanos, sobretudo após a conversão de Teodósio e cristianização do Império Romano).

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Rendição de Valeriano diante de Shapur I

A incessante luta contra os persas ajudou a fragilizar o Império Romano do Ocidente, que acabou ruindo sem conseguir conter outros invasores, mas os conflitos continuaram por parte do Império Bizantino, sucedâneo do Império Romano do Oriente. A continuidade dessa guerra acabou também prejudicando os persas, que também tiveram que lidar com novos adversários e acabaram sendo derrotados pelos árabes muçulmanos.

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Vote contra o patrulhamento ideológico sobre a atividade docente

julho 18, 2016

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O famigerado Programa Escola sem Partido é amparado numa absurda justificativa de combate à ideologização educacional – como se educação fosse uma atividade desprovida de bases ideológicas – que, contraditoriamente, é amparado em uma perspectiva ideológica.Se diz contra a doutrinação mas prevê a doutrina da mordaça e o tolhimento da autonomia da atividade docente.

Claro que fazer apologia partidária, proselitismo religioso ou militância de movimento político no ambiente escolar e no processo formativo dos jovens é uma postura digna de críticas e certamente é uma prática que deve ser coibida pontualmente, quando ocorrer e quando for devidamente configurada a prática. Mas o que surge com esse “movimento” não é isso e sim uma atuação generalizante de enquadrar ideias e posturas ideológicas que não agradam aos promotores dessa perspectiva. Já há efeitos dessa mentalidade em propostas de criminalização de ideias e, óbvio, de enquadramento de professores.

A censura estúpida apregoada como postura a ser implantada e imposta nas escolas virou proposta de alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) através de um Projeto de Lei do senador Magno Malta que é lastreado por justificativas insustentáveis fora do aspecto meramente opinativo e – obviamente – ideológico e doutrinário do próprio patrocinador da proposta legal. O projeto contém erros crassos como o emprego da ideia ultrapassada de “opção sexual” (aludindo ao fato de que professores podem induzir “opções sexuais”) e do princípio de que a escola deve promover parâmetros morais religiosos sob a incrível alegação de que não há moralidade fora da religião. Pelo projeto escolas e professores estarão sujeitos a um incessante patrulhamento de suas posturas e não apenas de suas atividades por meio “julgamentos” exatamente fundamentados em parâmetros ideológicos, o que é obviamente uma contradição absurda se a alegada proposta de instituir o Programa Escola sem Partido tem como objetivo o “combate à ideologização”.

Na prática a proposta gera um ambiente anti-democrático e limitado para o processo educacional, mas não cumpre a falsa promessa de lidar com a ideologização, uma vez que é claramente ideológico e obscurantista, mas já houve um tempo em que o obscurantismo ideológico vigiava nossas escolas. Não podemos aceitar o retorno disso.

Não podemos impedir que a escola seja um ambiente para a discussão de ideias, para a valorização e respeito ao amplo espectro de diversidades, para a construção de tolerância e convivência construtiva. Esse projeto é o oposto a tudo isso.

Está aberto no site do Sendo uma consulta pública a respeito do PL que visa implantar o obscuro Programa Escola Sem Partido. Temos posição a respeito: CONTRA A INSTAURAÇÃO DA MORDAÇA EDUCACIONAL!

Clique aqui e participe da consulta pública.

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O bombardeio com vaso sanitário na Guerra do Vietnã

julho 17, 2016

Em outubro de 1965, comemorando uma marca dos 6 milhões de libras (por volta de 2.721.555 kg) de bombas lançadas sobre o Vietnã, a tripulação de um  bombardeiro A-1H Skyraider, lançado do porta-aviões USS Midway VA-25, resolveu lançar um vaso sanitário sobre os inimigos norte-vietnamitas.

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Representação medieval de bruxa voando sobre uma vassoura do século XII

julho 16, 2016
Bruxa de Schleswig

A misteriosa figura feminina retratada na Catedral de Schleswig: Bruxa ou deusa viking?

É comum a associação entre bruxas e suas vassouras voadoras e isso começou a se popularizar no século XV, mas mesmo antes disso a representação alada das bruxas já existia como referência ao fato de que possuíam alegados poderes enfeitiçados capazes de proezas além do normal. A capacidade de voar também tinha uma conotação assustadora, pois indicava que o terror que elas traziam pairava sobre as pessoas e bruxas eram representadas voando montadas sobre gatos ou sobre toras de madeira.

Uma imagem de bruxa sobre uma vassoura que se tem como referência como a mais antiga que se conhece é uma pintura na Catedral de Schleswig, na Alemanha, que data do ano 1300. Na mesma igreja há outra pintura que está associada à deusa pagã Freya e esse fato cria dúvidas se a imagem da mulher voando sobre uma vassoura não seria também uma figura da mitologia nórdica – e há quem a identifique como a deusa Frigga (madrasta de ninguém menos que Thor) – mas não se sabe de onde viria a vassoura na representação da deusa da fertilidade e do amor na tradição dos vikings, que voava numa espécie de biga puxada por felinos.

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Representação da deusa Freya no mesmo templo alemão

Por esse estranhamento tem-se como mais provável que a figura sobre uma vassoura na Catedral de Schleswig seja mesmo de uma bruxa.