Archive for the ‘Fatos curiosos’ Category

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Representação medieval de bruxa voando sobre uma vassoura do século XII

julho 16, 2016
Bruxa de Schleswig

A misteriosa figura feminina retratada na Catedral de Schleswig: Bruxa ou deusa viking?

É comum a associação entre bruxas e suas vassouras voadoras e isso começou a se popularizar no século XV, mas mesmo antes disso a representação alada das bruxas já existia como referência ao fato de que possuíam alegados poderes enfeitiçados capazes de proezas além do normal. A capacidade de voar também tinha uma conotação assustadora, pois indicava que o terror que elas traziam pairava sobre as pessoas e bruxas eram representadas voando montadas sobre gatos ou sobre toras de madeira.

Uma imagem de bruxa sobre uma vassoura que se tem como referência como a mais antiga que se conhece é uma pintura na Catedral de Schleswig, na Alemanha, que data do ano 1300. Na mesma igreja há outra pintura que está associada à deusa pagã Freya e esse fato cria dúvidas se a imagem da mulher voando sobre uma vassoura não seria também uma figura da mitologia nórdica – e há quem a identifique como a deusa Frigga (madrasta de ninguém menos que Thor) – mas não se sabe de onde viria a vassoura na representação da deusa da fertilidade e do amor na tradição dos vikings, que voava numa espécie de biga puxada por felinos.

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Representação da deusa Freya no mesmo templo alemão

Por esse estranhamento tem-se como mais provável que a figura sobre uma vassoura na Catedral de Schleswig seja mesmo de uma bruxa.

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A incrível história do japonês que permaneceu em combate na Segunda Guerra Mundial até 1974

julho 14, 2016
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Hiroo Onoda em 1944

Duas datas e ocasiões são referências para o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945. A primeira é o dia 8 de maio, fim do conflito na Europa e a segunda é o dia 2 de setembro, quando encerraram os embates na Ásia com a rendição do Japão. Enfim, a guerra havia acabado, mas não para todos os combatentes, pois o japonês Hiroo Onoda, que era descendente de uma tradicional família de samurais, continuou firme em seu posto de combate até 1974, pois não tomou notícia do fim da guerra.

Ele cumpriu por tempo demais sua missão em Lubang, nas Filipinas, onde deveria integrar a chamada Brigada Sugi, que tinha como propósito estratégico causar danos em pelotões norte-americanos que também estavam presentes na ilha e para isso o grupo de Onoda estava preparado para atuar em ações de guerrilha e na realização de atos de sabotagem. Onoda tinha treinamento como integrante da inteligência tática do Exército Imperial e por isso atuar em condições severas era normal para ele e seus homens, mas sua missão não foi exitosa e a brigada acabou sendo derrotada em combate, sendo forçada à rendição em 28 de fevereiro. Mas o tenente Onoda, o cabo Shoichi Shimada e os soldados Kinsshichi Kozuda e Yuichi Akatsu resolveram resistir, seguindo um plano de retirada para as montanhas e permaneceram lá sem tomar conhecimento dos fatos além da ilha do arquipélago filipino.

Os norte-americanos sabiam que ainda havia soldados japoneses em Lubang e em outras localidades nas Filipinas e passaram a tentar alertar aos desavisados a respeito do fim da guerra através de panfletos que eram jogados a partir de aviões, por mensagens de rádio e alto-falantes. O grupo de Onoda se recusou a levar os avisos em consideração, duvidando do teor das mensagens. Nem a divulgação pelos mesmos métodos da ordem do general-comandante Tomoyuki Yamashita convenceu o teimoso grupo, pois eles consideraram que a mensagem era um estratagema dos norte-americanos para frustrar a missão que levaram até o fim.

Até o final de 1949 os quatro resistiram sobrevivendo de frutas, gado roubado e caça, vivendo basicamente acampados, mas o soldado Akatsu achou que aquilo era demais para ele e resolveu se entregar aos filipinos, encerrando sua prolongada participação na guerra. A desistência do companheiro acirrou ainda mais a disposição de resistir dos demais, que recuaram ainda mais para a selva para continuar combatendo, agora contra os oponentes que encontravam pela frente: a polícia e civis que não tinham nada a ver com a missão dos guerreiros sem guerra. A ação dos japoneses contra as vítimas que continuavam fazendo alarmou as autoridades filipinas, que iniciaram uma caçada combatentes que concluíram que a reação era uma prova de que a guerra ainda não havia acabado.

O próprio governo japonês continuou a tentar fazê-los desistir, e em 1952 foram jogados sobre a selva fotos e mensagens dos parentes que imploravam para que desistissem da missão, mas nem isso bastou, pois eles insistiam acreditando que era armação dos inimigos. O cabo Shimada chegou a ser baleado na perna num tiroteio contra pescadores em junho de 1953, mas sobreviveu até se envolver numa briga quase um ano depois. Em outra briga, em outubro de 1972, o soldado Kozuda acabou sendo assassinado, o que deixou Onoda sozinho e ainda acreditando na continuidade da guerra, apesar de várias outras tentativas de convencimento sobre os fatos. Mesmo sem companheiros Onoda seguiu com sua missão de sabotagem por meio da provocação de incêndios, rouba de gado e outras ações que prejudicavam camponeses e causavam constrangimentos ao governo japonês, que recebia reiteradas queixas por parte dos filipinos.

O aventureiros Norio Suzuki acabou adotando o propósito de encontrar e convencer Onoda sobre o fim da guerra e fazer com que ele finalmente se rendesse. Após uma exaustiva busca Suziki finalmente encontrou o compatriota em 20 de fevereiro de 1974, mas sua capacidade de argumentação não foi suficiente e Onoda manteve-se firme em sua disposição de resistir sozinho até receber ordens de um oficial superior. A recusa fez com que Suzuki voltasse para o Japão, encontrasse o major Yoshimi Taniguchi, antigo comandante de Onoda, para levá-lo a Lubang para ordenar a rendição e finalmente em 9 de março – 29 anos após o fim da guerra – o guerreiro teimoso acabou reconhecendo a derrota.

Para o governo filipino isso foi um alívio e considerando a condição mental de Onoda o presidente Ferdinand Marcos o anistiou dos crimes cometidos (que incluíam vários homicídios).

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Rendição: Onoda entregando sua espada ao presidente filipino

Onoda voltou para Japão, onde foi consagrado como herói de guerra, mas depois resolveu se mudar para o Brasil, se estabelecendo numa colônia no interior do Mato Grosso e vivendo como fazendeiro. Voltou posteriormente ao seu país e acabou virando professor de técnicas de sobrevivência.

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Foto de 2010

O herói japonês morreu em Tókio no 16 de janeiro de 2014, aos 91 anos de idade. Familiares do tenente Onoda ainda vivem no Brasil, país que continuou visitando e onde foi condecorado pela Força Aérea com a Medalha do Mérito Santo Dumont.

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A higiene e os maus hábitos dos brasileiros no período colonial

julho 14, 2016

Contribuição do blogueiro histórico Mauro Luiz, do blog A História e seus fatos curiosos

A palavra ‘higiene’ não constava no vocabulário até o século XIX. Plantas perfumadas eram queimadas para disfarçar mau cheiro. Hábito de esvaziar penicos pela janela estava em toda parte, dos pobres aos ricos.

Hoje em dia não comemos mais com as mãos, nem arrotamos publicamente e nem defecamos e urinamos em praça pública, mas até que isso não acontecesse, percorremos um longo caminho.

A palavra higiene não constava no vocabulário até meados do século XIX. Existem diversos relatos de viajantes estrangeiros, já dotados de boas maneiras, que ao passarem pelo Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro, ficavam impressionados com a repugnante sujeira das casas. Raramente o interior de uma casa era limpa e quando muito era varrido por uma vassoura de bambu. Água no chão, nem pensar. As paredes que eram apenas caiadas se tornavam amarelas. A fim de se tornarem os quartos toleráveis, queimava-se plantas perfumadas para disfarçar o mau cheiro. Esses odores também mantinham-se afastados, aquilo que os viajantes chamavam de “atacantes invisíveis”, ou seja, mosquitos e baratas e outras imundícies mais.

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Despejo de dejetos no mar

Naquela época as pessoas não se davam conta da falta de higiene total, tanto nas casas de pobres como nas dos ricos. Tinha-se por hábito esvaziar os penicos pela janela dos sobrados gritando “água vai!”, justamente para que as pessoas que estivessem embaixo se protegessem.

Mas, o que mais impressionava, eram as maneiras à mesa. Não havia qualquer preocupação com o uso de talheres. Era hábito durante as refeições, os homens ao chegar da cidade, tirarem toda a vestimenta para que a refeição não se tornasse muito incomodada e acalorada. Ficavam só de calção e uma camisa meio que aberta no peito e de pés descalços.

Segue relato de um viajante inglês: ” …os maus modos à mesa eram visíveis. Comem muito com grande avidez. A altura da mesa faz com que o prato fique no nível do queixo. Cada qual espalha seus cotovelos ao redor, colocando o pulso na beirada do prato, fazendo que, por meio de um movimento hábil, o conteúdo todo seja despejado na boca. Por outros motivos além desse, não há grande limpeza nem boas maneiras durante a refeição. Os dedos são usados tanto quanto o próprio garfo…”

Nota-se que não havia preocupação nenhuma quanto à presença de visitantes à mesa. Os maus hábitos durante as refeições eram comuns em qualquer situação, tanto entre ricos como entre pobres.

Apesar do dito que o brasileiro aprendeu a tomar banho com os indígenas, naquela época, os banhos e a limpeza corporal não eram apreciados pela população em geral. Os pés eram geralmente a parte mais limpa do corpo, simplesmente porque havia bicho-de-pé, e isso incomodava muito. Era uma verdadeira praga. As pessoas limpavam os pés, as mãos, o rosto e os braços e o resto era sujeira.

De acordo com relatos dos médicos do século XIX, doenças de pele eram comuns como sarnas e perebas de todos os tipos. Nas próprias correspondências dos Governadores-Gerais aos seus familiares em Portugal, eles diziam que se conservavam bem livre de perebas, sarnas e bichinhos do pé.

Apesar do acesso a água ser difícil, pois ela vinha no lombo de burros ou carregada por escravos, é notório que não havia aquele entusiasmo por um bom banho, haja vista que D. João VI, só tomava banho de mar obrigado para curar uma pereba que ele tinha na perna.

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D. João VI

Outra praga comum era o piolho, porém, o que mais chamava a atenção era que catar piolhos era um passatempo. Há várias gravuras e narrativas de viajantes em que mostram os homens com a cabeça no joelho das mulheres catando seus piolhos. Os estrangeiros ficavam estarrecidos com essa prática, pois reuniam alegremente as pessoas sempre embaixo de uma sombra, depois do almoço com as senhoras catando vagarosamente o cabelo de seus maridos e ouvindo os estalos do piolhos mortos, como se fosse uma espécie de passatempo agradável.

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Piolho

Mas o que mais impressionava era o ato de urinar e defecar em público. Já se tinha na Europa a ideia do “toalete ou WC”, e que mais tarde os barões do café viriam a exportar as primeiras privadas para o Brasil. Na verdade não se tinha a menor cerimônia e era muito comum as mulheres por exemplo, segundo relato de um viajante inglês, “…urinarem descaradamente nas ruas, levantando as saias e fazendo xixi sem se importar em cobrir as vergonhas…”

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“Mijão” – Debret

O exemplo desses maus hábitos também vinha de cima. Segue abaixo a narrativa de um cadete de cavalaria inglês, contrato como mercenário para trabalhar no quartel da Praia Vermelha (RJ) pelo Imperador D. Pedro I:

“Ao romper o dia, chegaram a cavalo D. Pedro e sua esposa acompanhados de camaristas e generais. Não há talvez no mundo soldando tão entendido como o Imperador no manejo prático do exercício da espingarda. Mas de resto, seus modos são grosseiros, falta de sentimento das conveniências. Pois o vi uma vez trepar ao muro da fortaleza, de cócoras, para satisfazer uma necessidade natural. E nesta atitude altamente indecorosa assistiu o desfile do batalhão em continência. Tal espetáculo deixou atônitos os soldados alemães, mas o imperial ator conservou inalterável a sua calma.”

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A suástica pode ter mais de 11 mil anos e um movimento busca livrá-la da associação ao nazismo

julho 8, 2016
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Buda Gigante de Ngong Ping, na China, construído em 1993

Pesquisadores estão apontando para a possibilidade de que a civilização indiana pode ser ainda mais antiga do que se imaginava. Entre os elementos para enriquecer essa especulação está a possibilidade de que a suástica pode ter mais de onze mil anos segundo historiadores, arqueólogos e antropólogos indianos envolvidos numa pesquisa que indica que o símbolo é anterior aos antigos arianos indo-europeus e até mesmo da Civilização de Harappa, no vale do rio Indo. Os indícios estão sendo investigados em textos antigos do período pré-harapiano que indicam que a suástica já era comum desde muito antes daqueles que produziram esses escritos e que desde então o símbolo já possuía um significado associado a ideia de paz e progresso/continuidade.

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Prato sumério (por volta de 6.000 aC) 

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Moeda coríntia (por volta de 500 aC) com uma figura do mitológico Pegasus e uma suástica

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Moeda trácio-macedônica (por volta de 450 aC)

Outras culturas na região indiana assimilaram o antigo símbolo (presente no hinduísmo e no budismo, por exemplo) e ele chegou longe, sendo difundido em áreas tão distantes e diferentes como em tribos no atual Alasca ou na Macedônia por volta de 500 aC.

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Criança com uma suástica pintada na cabeça durante uma cerimônia budista no Tibete 

A apropriação nazista da suástica acabou estigmatizando o símbolo, mas já existe hoje um movimento que busca ressaltar seu antigo valor. Sob o lema “aprenda a amar a suástica”, artistas, estudiosos e religiosos orientais estão  voltando a utilizar a suástica em seus antigos contextos para reverter o estrago feito por Hitler contra a reputação do símbolo.

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As estações espaciais infláveis da NASA

outubro 20, 2015

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Construir uma estação espacial inflável fez parte dos planos da NASA por um tempo. A ideia parecia boa: A estação seria leve, portátil (seria facilmente empacotada quando esvaziada) e mais barata que qualquer outro conceito ou projeto. Protótipos de 9 e 7 metros de diâmetro foram montados com ajuda da Goodyear em 1961 e podiam comportar dois astronautas para missões longas no espaço. As estações foram confeccionadas com material especial e funcionariam com energia solar. Enfim, parecia ser uma ótima ideia, exceto um pequeno detalhe: As estações poderiam ser facilmente vulneráveis diante de impactos de pequenos meteoritos ou de acidentes ocorridos em seu interior.

O projeto nunca chegou a virar realidade.

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Uma pequena história do sonho de voar

setembro 3, 2015

Santos Dumont realizou um importante sonho ao ajudar com que as pessoas pudessem voar com a ajuda de meios engenhosos. Também é famoso o interesse de Leonardo da Vinci e seus projetos de engenhocas voadoras são realmente incríveis, mas a trajetória do desejo por ganhar os ares remonta a um passado ainda mais distante que o século XVI do gênio italiano.

iccarus-144669912D40BB55A80Mesmo no Ramayana, épico conto hindu que remonta à cerca de 500 aC, os semi-deuses Jatayu e Sampani tentaram voar com asas falsas até chegarem perto do sol, não obtendo sucesso e caindo de tamanha altitude. Essa situação desastrosa também foi vivida por Ícaro, na Mitologia Grega, que tentou sair da ilha de Creta voando graças a um par de asas de cera e penas.

Há referências menos mitológicas – embora não necessariamente comfirmáveis – de que também por volta de 500 aC Bladud, um rei britânico, tentou levantar voo a partir de um templo em Londres (então Trinovantum) e morreu porque a ousadia não funcionou, levando o monarca a sofrer uma queda fatal.

Na Andaluzia, Espanha, nos 800 anos da Era Cristã, Abbas ibn Firnas, inventor e escritor islâmico também tentou experimentar a sensação de voar. O mouro fez uso de um par de asas falsas e cobriu-se de penas para poder voar. Alegadas testemunhas teriam confirmado que o homem voador percorreu pelos ares uma boa distância até voltar ao ponto inicial da decolagem, porém ele reclamou bastante de dores nas costas e alegou que esse efeito decorreu do fato de ter esquecido de se equipar como uma cauda, assim como os pássaros.

Eilmer de Malmesbury, em 1125, teria prendido asas nas mãos e nos pés, conforme Guilherme de Malmesbury, historiador medieval. O inglês voador não teve lá muito sucesso e caiu ao tentar o feito, sofrendo lesões que fizeram com que ele mancasse pelo resto da vida. A falta da cauda também foi alegada pelo destemido monge de Malmesbury como causadora do fracasso de sua aventura aérea.

Na Turquia Hezârfen Ahmed Çelebi teria voado entre as cidades de Karaköy e Üsküdar planando com a ajuda do vento com sua asa montada com uma estrutura. Depois do feito o turco recebeu um pagamento e acabou sendo exilado por ser condiderado um homem perigoso – quem poderia confiar num sujeito que voava?

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Otto Lilienthal

O alemão Otto Lilienthal é reconhecido como o “Pai do vôo planado” e realizou praticamente dois mil passeios e exibições através dos ventos entre 1891 e 1896, chegando a percorrer a distância de 350 metros e a subir além da altitude de seu ponto de decolagem. Também acabou vítima de sua paixão por voar, pois morreu em decorrência de uma queda de 17 metros de altura, tendo fraturado a espinha dorsal em 9 de agosto de 1896. Lilienthal foi também o primeiro homem a ser fotografado enquanto voava.

Os norte-americanos Wilbur e Orville Wright realizaram em 17 de dezembro de 1903 um histórico voo que foi reconhecido como primeiro de um aparelho motorizado controlado, mas esse destaque não é um fato totalmente admitido, pois Santos Dumont, em 19 de julho de 1906, realizou com o seu 14-Bis, em Paris, a primeira decolagem de voo controlado sem necessidade de catapultagem ou plataforma. Tanto o experimento dos Irmãos Wright quanto o de Santos Dumont foram devidamente registrados e testemunhados (requisitos importantes para obter reconhecimento do pioneirismo).

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Armas falsas e estratégias de enganação na Segunda Guerra Mundial

junho 21, 2015

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Durante a Segunda Guerra Mundial enganar o inimigo poderia ser tão decisivo quanto vencê-lo numa batalha. Para isso os contendedores usavam a criatividade para iludir seus oponentes e criar falsas impressões, tendo utilizado meios para enganar através de objetos e cenários falsos. A malandragem de guerra envolvia a elaboração de sofisticados artifícios como veículos infláveis, armas que não tinham efetividade destrutiva, soldados e até cidades “fake”. Os exemplos eram curiosíssimos.

Canhão inflável: A única explosão que poderia causar seria dele mesmo caso a borracha fosse rompida ou enchido demais.

Canhão inflável: A única explosão que poderia causar seria dele mesmo caso a borracha fosse rompida ou enchido demais.

Além de tanques e outros veículos de borracha que serviam para criar a ilusão de que os comboios militares eram maiores do que realmente costumavam ser (o gif acima demonstra criações do exército dos EUA), valiam outras armações como sistemas de som que reproduziam estrondos de explosões e ruídos de veículos terrestres e aviões inexistentes, que provocavam terror entre os inimigos que achavam que estavam diante de forças que não poderia enfrentar ou conter (clique e confira).

Até em ataques aéreos os Aliados empregavam paraquedistas falsos para influenciar uma perspectiva enganadora do volume da ofensiva através do emprego de bonecos (que os norte-americanos chamavam de Oscar e os britânicos chamavam de Rupert). E, claro, é conhecido o emprego em larga escala de navios falsos para despistar os nazistas por ocasião da execução estratégica do Dia D.

Outra curiosa aplicação da falsidade foi realizada para esconder as instalações da Boeing (que produzia significativa parte das aeronaves de guerra dos EUA), em Seattle. Com receio de um bombardeio alemão, uma cidade falsa de 25 hectares foi inteiramente foi montada sobre a fábrica

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