Archive for the ‘Arqueologia’ Category

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A alimentação viking era a mais rica da Idade Média na Europa

abril 5, 2017
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Hákarl, uma típica comida islandesa herdeira de métodos vikings de preparo e conservação

Os vikings tinham fama de festeiros que gostavam de se empanturrar de comida e encher a cara de cerveja e hidromel, mas a dieta nórdica era mais rica do que muita gente pensa. Ele possuíam uma alimentação variada, rica em grãos, frutas, carne oriunda de animais criados para o abate, peixes, também de presas abatidas em caçadas e até baleias encalhadas e isso tudo era muito melhor do que outros povos contemporâneos na Europa dispunham.

Além dos registro documentais, pesquisadores encontraram vestígios sobre a nutrição viking em ossadas, antigos sistemas de esgotos e resíduos de lixo. Descobriram que eles também eram acometidos por vermes e intoxicação alimentar pelo consumo de itens inadequados ou contaminados.

Como a carne era muito presente nas refeições vikings, eles mantinham variados rebanhos animais com o propósito alimentar, sobretudo bovinos, caprinos, ovinos e também equinos, galinhas, patos e gansos para obtenção de carne e ovos era outra rica fonte nutricional também produzida nas fazendas vikings. Por meio da caça uma variedade também grande de animais forneciam fartura em carnes, sendo alces e javalis as presas mais estimadas (embora eles não dispensassem pequenas presas como coelhos ou esquilos). Na pescaria no Mar Báltico e no Oceano Atlântico eles obtinham bacalhau, cavala, arinca e várias outras espécies, mas também conseguiam múltiplas opções nos rios. Pratos mais especiais contavam com focas e toninhas (um parente próximo dos golfinhos). Os métodos de conservação de carnes eram feitos por meio de processos de desidratação, decapação (retirada de camadas superficiais das carnes ressecadas), fermentação e defumação ou simplesmente acondicionando o alimento no gelo do inverno.

O consumo de vegetais era intenso e eles dispunham de uma infinidade de opções de frutas, legumes e hortaliças, além dos grão inportantes para a produção de significativa parte da base alimentar, mas sobretudo para a produção da cerveja. Eles cultivavam em canteiros ou em roças nas fazendas e também praticavam coletas de vegetais no meio silvestre.

Na medida em que o vikings iram além da Escandinávia acabavam também se deparando com novas culturas agrícolas, condimentos, preparos e sabores.

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Registros arqueológicos medievais feitos por uma criança

fevereiro 20, 2017

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Em Novgorod, na Rússia, em pleno século XIII crianças também gostavam de se expressar. Era o caso do pequeno Onfim que tinha por volta dos 6 ou 7 anos de idade quando resolveu rabiscar por toda parte utilizando um objeto com ponta afiada, criando sem querer um lindo registro arqueológico da vida medieval em Novgorod a partir da perspectiva infantil.

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Desenhos e uma lição de gramática

O menino foi registrando em tábuas várias coisas que eram de seu interesse por meio de desenhos e textos. Lições aprendidas em sua experiência educacional também foram gravadas para a posteridade e para a curiosidade de intrometidos arqueólogos no futuro a exemplo de seu estudo sobre o alfabeto e sobre um salmo bíblico.

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Desenho de um cavaleiro chamado Onfim golpeando uma vítima que está no chão. A projeção do desejo do menino para seu futuro?

Onfim tinha sonhos. Ele gostaria de ser um cavaleiro e expressou isso num de seus desenhos, no qual o próprio Onfim era retratado como um cavaleiro. Cenas de guerras e de mortes não eram estranhas para o menino, pois elas também foram retratadas.

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Cientistas revelam a face de uma múmia de mais de 2 mil anos

agosto 22, 2016
O rosto da múmia Meritamun

O rosto da múmia Meritamun

Cientistas da Universidade de Melbourne, na Austrália, reconstituíram as feições de uma múmia egípcia de mais de 2 mil anos empregando novas técnicas que empregam tomografia computadorizada e impressão em 3D.

A múmia de uma mulher que morreu por volta dos 18 anos de idade recebeu dos pesquisadores o nome de Meritamun (“Amada por Amon”) e desde 1930 estava sob a guarda da universidade, tendo sido levada para a Austrália pelo antropólogo britânico Frederic Wood Jones, que descobriu o restos entre 1907 e 1908 durante uma campanha de escavações no sul do Egito.

Depois de tanto tempo Meritamun passou a ser estudada porque finalmente foi possível disponibilizar de técnicas que não arriscassem a integridade da múmia. Além de descobrirem sobre as feições da múmia, outros estudos pretendem descobrir a causa da morte de uma mulher ainda tão jovem. Os estudos servirão de base para o aprimoramento da formação em análise forense na universidade, que dispõe de uma coleção de restos mortais aguardando análises com a técnica empregada em Meritamun.

 

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O cemitério de piratas em Ile Sainte-Marie

junho 27, 2016

There-are-mostly-graves-from-1800s-but-only-one-with-the-classic-skull-and-crossed-bones.Durante os século XVII e XVIII muitos piratas tomaram a Ile Sainte-Marie (Ilha de Santa Maria), na costa oriental da África e proximidades de Madagascar, como lar e até como local para “descanso eterno”, pois lá ainda está situado um incrível cemitério de piratas. O local atraiu os piratas por não ser distante das rotas para o Oriente e também porque oferecia condições favoráveis para esconder navios e obter meios para que as tripulações abastecessem as embarcações com recursos alimentares, obterem madeira para reparos nas embarcações, além, obviamente, de servir de local para descanso dos piratas que cruzavam os mares em busca de fortunas.

Na ilha acabou sendo estabelecida uma cidade de piratas, que viviam por lá livres das leis que os enquadravam como criminosos marítimos e os rumores indicam que uma verdadeira república autônoma prevaleceu por lá na “Ilha dos Piratas” (como Ile Sainte-Marie foi identificada num mapa de 1733). Como era um lugar de convivência e até residência de piratas, também foi estabelecido na ilha um cemitério no qual até o famoso William Kidd (1645-1701) fora sepultado por lá (e, como dizem, foi enterrado na posição vertical por conta de seus vários pecados). No cemitério atualmente há apenas 30 sepulturas identificadas e moradores da ilha relatam que no passado muitas outras eram vistas por lá. O local está em ruínas e foi degradado tanto pela falta de conservação quanto pela ação de fatores naturais, mas é um interessante cenário histórico.

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Massacre da idade da pedra oferece evidência mais antiga da ocorrência guerras

janeiro 21, 2016

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Esqueleto de homem contendo diversas lesões cranianas

Em Nataruk, perto do Lago Turkana, no Quênia, foram encontradas evidências seguras e comprovadas da ocorrência de uma batalha entre caçadores-coletores nômades pré-históricos. O conflito ocorreu por volta de 10.000 anos atrás e atos brutais fizeram parte da luta, pois diversos crânios com fraturas graves, incluindo ferimentos faciais, além de ossos quebrados de mãos, joelhos, costelas e pontas de flechas ainda cravadas em ossos foram descobertos no cenário da guerra. Uma mulher nos últimos estágios de gravidez foi encontrada com antebraços e pernas cruzados (porque estavam provavelmente presos), tendo joelhos fraturados. Um esqueleto de homem foi descoberto contendo no crânio um fragmento de lâmina de obsidiana – um tipo de vidro vulcânico forte e cortante – e, além desse ferimento, com esmagamento facial provavelmente causado por uma clava de madeira.

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Esqueleto feminino com fraturas e indícios de que a vítima pode ter sido amarrada antes de morrer

Os restos mortais fossilizados foram preservados em uma antiga área pantanosa que secou há milhares de anos, indicando que por ocasião do conflito a região era fértil e com favoráveis meios e condições para sobrevivência. Por conta disso cientistas avaliam que o Massacre de Nataruk pode ter sido resultado de de disputas por recursos e territórios, além da possibilidade de uma ação de pilhagem de alimentos armazenados em potes.

Os pesquisadores da Universidade de Cambridge envolvidos nas escavações concluem que o Massacre de Nataruk é um indício de que a violência é mesmo uma prática comum entre os humanos desde tempos remotos.

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Indícios mais antigos de uma decapitação nas Américas

setembro 24, 2015

1444637561193128335Aqui no Brasil, na Lapa do Santo (MG), foi encontrada aquele que é o mais antigo registro de decapitação das Américas. A ossada de cerca de 9.000 anos é caracterizada por conter um crânio, mandíbula, algumas vértebras e duas mãos decepadas de um homem adulto.

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A condição dos restos mortais indicam que a disposição das partes humanas consistiu em um ritual e os arqueólogos consideram que o indivíduo era membro do grupo. O ritual deveria fazer parte dos tratamentos mortuários empregados pela comunidade primitiva que habitou a região.
1444637561338012047Há indícios de que a cabeça decepada não foi separada do corpo por um corte e sim por meio do ato de torcer e puxar até ocorrer a decapitação. Essa conclusão deve-se ao fato de que entre o grupo não eram utilizados instrumentos cortantes e muito menos produzidos por metais.

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As pirâmides do Sudão

junho 11, 2015

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Mais de 200 pirâmides ao longo do Nilo simplesmente não fazem parte do famoso e incrível legado egípcio, pois, na verdade, constituem acervo do Reino de Kush e que ocupava áreas do atual Sudão. Neste reino africano constituíram-se cidades e Méroe é uma das mais impressionantes. Em Méroe pequenas pirâmides estreitas e acentuadamente angulares foram construídas entre 2.700 e 2.300 anos atrás. Os elementos decorativos eram ecléticos, sofrendo influências estrangeiras oriundas do Egito, da Grécia e de Roma.

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