Archive for março \30\UTC 2014

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Fotografar mortos era coisa normal no século 19

março 30, 2014

No final do século XIX, quando a fotografia se tornava mais acessível e popular, o hábito de fotografar mortos tornou-se relativamente comum. Esse tipo de fotografia, vista hoje como algo proveniente de um filme de terror ou um hábito de mau gosto mórbido, tinha na época a função de facilitar o luto, de criar uma recordação palpável, fiel e permanente do familiar falecido. Alguns fotógrafos viraram especialistas em captar tais registros, preparando o cenário e cuidando da maquiagem dos cadáveres para que parecessem vivos.

Fotos de C. Allen, M.F. King, G.W. Bauder, R.J. Fittell, H.W. Reith, J.H. Bunting, William Green, H.P. Osborne, entre algumas não identificadas.

Confira também a seguinte postagem: A evolução do hábito de fotografar mortos no século 19

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A evolução das próteses

março 27, 2014

A preocupação com a adequação de pessoas mutiladas ou que padeciam de deficiências levou alguns inventores, médicos e curiosos a uma produção de artefatos para “substituir” os membros necessários para as vidas daqueles que faziam uso dessas criações. As próteses nem sempre eram confortáveis, muitas vezes incomodavam e até feriam, mas o desenvolvimento desses projetos foi representando uma trajetória para o aprimoramento das próteses.

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Século 16: Projeto do braço direito de Gottfried “Götz” Von Berlichingen

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Século 16: Projeto do braço direito de Gottfried “Götz” Von Berlichingen

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1580: Mão de ferro

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1580: Mão e braço de ferro

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Alexander Bogdanov – O cientista que morreu tentando ser imortal

março 26, 2014

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O controvertido Alexander Bogdanov (na foto jogando xadrez dom Lênin) era dotado de múltiplas habilidades e de uma inteligência fenomenal, além de grande inquietação intelectual.

 Foi comunista e integrante de primeira hora do partido bolchevique e abandonou, mas rompeu com os comunistas mesmo antes da Revolução Russa. Foi embora da Rússia para nunca mais voltar e condenou a opressão do regime implantado pelos revolucionários, apesar de manter-se filem aos ideais socialistas e ainda gozar de respeito por parte de Lênin e Stalin.

 Era médico e serviu atendendo feridos durante a Primeira Guerra Mundial e já naquela época escrevia ensaios de economia que antecipava que seu país desenvolveria um grande complexo militar-industrial. Mas além da medicina e da economia política ele também demonstrava aptidões como filósofo, poeta, romancista e até escreveu um ensaio científico precursor da cibernética.

 Sua imensa curiosidade o levou a considerar a possibilidade da imortalidade. Empreendeu seu conhecimento de hematologista para promover experimentos em si mesmo e considerou que a renovação sanguínea era a chave para prolongar indefinidamente a vida. Teorizou sobre isso e promoveu incontáveis transfusões de sangue, relatando os efeitos que elas lhe causavam. Registrou que receber diversas transfusões de sangue alheio (sobretudo de doadores jovens) melhorou sua vista, impediu queda de cabelo, rejuvenesceu sua pele e todos que o cercavam confirmavam isso. O problema é que ele pouco verificava a qualidade do sangue recebido e acabou realizando transfusão de um estudante doente de malária. O resultado não foi outro: Bogdanov… mas o doador continuou vivo!

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A criação (e destruição) do Dia das Mães

março 23, 2014
Anna Jarvis, que criou e lutou para acabar com o sentido que foi dado ao Dia das Mães

Anna Jarvis, que criou e lutou para acabar com o sentido que foi dado ao Dia das Mães

O dia das Mães surgiu como uma homenagem às mulheres que perderam seus filhos e maridos durante a Guerra Civil Americana (1861-1865). Pode-se dizer que tudo começou a partir da atuação de Ann Reeves Jarvis, que realizava diversos eventos reunindo a atuação feminina em prol de causas solidárias, associando mães e mulheres de combatentes nortistas na guerra.

Sua morte, em 1905, não encerrou o ativismo dos grupos e sociedades beneficentes que ela estimulou ou fundou diretamente. Anna Jarvis, sua filha, não teve filhos e ainda assim continuou o trabalho da mãe ativista, instituindo o primeiro Dia das Mães em 1908, quando em 10 de maio famílias se reuniram numa igreja em Graffon, cidade natal de Jarvis, e também em Filadélfia. Nos anos seguintes a celebração foi sendo amplamente difundia até que o presidente Woodrow Wilson definiu, em 1914, que oficialmente o segundo domingo de maio haveria de ser feriado para celebração do Dia das Mães.

A proposta inicial do Dia das Mães era a promoção de celebrações íntimas e familiares, contudo virou uma oportunidade lucrativa que desagradou sua idealizadora, que tentou promover boicotes e até ações judiciais para impedir a exploração econômica que imediatamente tomou conta da data. Anna Jarvis insistiu em reformular o sentido que foi dado à data até o início da década de 1940, consumindo seus recursos e saúde.

Anna Jarvis morreu aos 84 anos de idade, em 1948. Na ocasião ela vivia recolhida num asilo em estado de demência. A fundadora do Dia das Mães morreu pobre e sua criação virou um lucrativo evento comercial.