Posts Tagged ‘egito antigo’

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Cientistas revelam a face de uma múmia de mais de 2 mil anos

agosto 22, 2016
O rosto da múmia Meritamun

O rosto da múmia Meritamun

Cientistas da Universidade de Melbourne, na Austrália, reconstituíram as feições de uma múmia egípcia de mais de 2 mil anos empregando novas técnicas que empregam tomografia computadorizada e impressão em 3D.

A múmia de uma mulher que morreu por volta dos 18 anos de idade recebeu dos pesquisadores o nome de Meritamun (“Amada por Amon”) e desde 1930 estava sob a guarda da universidade, tendo sido levada para a Austrália pelo antropólogo britânico Frederic Wood Jones, que descobriu o restos entre 1907 e 1908 durante uma campanha de escavações no sul do Egito.

Depois de tanto tempo Meritamun passou a ser estudada porque finalmente foi possível disponibilizar de técnicas que não arriscassem a integridade da múmia. Além de descobrirem sobre as feições da múmia, outros estudos pretendem descobrir a causa da morte de uma mulher ainda tão jovem. Os estudos servirão de base para o aprimoramento da formação em análise forense na universidade, que dispõe de uma coleção de restos mortais aguardando análises com a técnica empregada em Meritamun.

 

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Divindades do submundo mitológico egípcio

outubro 9, 2015

A mitologia egípcia é fabulosa e cheia de narrativas e divindades interessantes. As mais conhecidas figuras dessa rica mitologia incluem Rá, Osíris, Ísis, Hórus e Anúbis, mas há várias outras divindades interessantes e até mesmo terríveis.

  • Mafdet

Mafdet

Geralmente representada por uma mulher com cabeça de gata ou simplesmente como uma gata de corpo inteiro, ela estava vinculada aos carrascos e matadores, sendo uma espécie de divindade das execuções fatais.

  • Ammit

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Era o “Devorador da Morte”, composto por partes de feras como leão, hipopótamo e crocodilo. Possuía importante papel diante do julgamento dos mortos, atuando depois que Anúbis pesava o coração daquele que deixou o mundo dos vivos. Para o favorecimento do morto seu coração não poderia ser mais pesado que uma pena de Ma’at, divindade da justiça, pois o contrário resultaria num fim trágico, quando Ammit devoraria o coração impuro e a alma impura ficaria vagando.

  • Shesmu

Shezmu

Dá para vincular mortes violentas e vinho? Shesmu fazia isso, pois a ele era atribuída a curiosa (e bizarra) atribuição de degolar transgressores e preparar uma espécie de vinho com o sangue de suas vítimas, que era também servido em seus crânios. O aperitivo era bebericado pelos que chegavam no Mundo dos Mortos durante um tipo de “recepção” de boas-vindas.

  • Babi

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O babuíno Babi também é uma divindade do submundo da mitologia egípcia. Seu pênis servia de mastro na balsa que transportava almas para o além e invocar seu nome enquanto se vivia era uma forma de garantir uma ativa vida sexual após a morte. Um perigo de Babi era sua travessura de poder parar em entranhas de gente viva, o que causava medo em muita gente.

  • Ahti

Com cabeça de vespa e corpo de hipopótamo, Ahti é tão maldita que sabe-se muito pouco sobre ela além de raras referências em escritos antigos. Sua figura descrita já sinalizava que ela não estava de acordo com nada que pudesse ser bom e a maldade é a única característica que se registrou a seu respeito.

  • Satet

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Os egípcios possuíam várias divindades da guerra e Satet era uma delas. Ela defendia o sul do reino e atirava sobre os inimigos do Faraó suas poderosas flechas. Mas além dessa atribuição hostil ela era também uma deusa da fertilidade (uma entre outras).

  • Menhit

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Era outra deusa felina e outra deusa da guerra, descrita como esposa de Menthu, que também era deus da guerra, constituindo então um casal nada amistoso para os inimigos do Egito. Seu nome pode ser traduzido como “matadouro”, “sacrificar” ou “massacrar”… enfim, nomes que também inspiravam pouca simpatia.

  • Maahes

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Filho de Bast e Rá, era outro deus da guerra e acrescentava também a atribuição de ser divindade do tempo. Tinha aspecto leonino e era muito invocado quando o assunto era vingança.

  • Pakhet

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A deusa felina (com cabeça de leoa) vagava em busca de presas e isso amedrontava viajantes, que eram atormentado por pesadelos motivados pelo pânico de virar caça da divindade.

  • Am-heh

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Com corpo de homem e cabeça de cachorro, vivendo num lago de fogo, era tão bravo que somente Aton, o Pai dos Deuses, poderia controlar essa criatura raivosa cujo nome significava “Devorador de Milhões”.

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Um antigo registro de fuga de escravo

novembro 29, 2014

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Ele tem cerca de 18 anos, de estatura média, sem barba, com boas pernas, uma covinha no queixo, um dente espetado no esquerdo do nariz, uma cicatriz acima do canto esquerdo da boca, tatuado no pulso direito com duas letras bárbaras. Ele levou com ele três moedas de ouro, dez pérolas, um anel de ferro com ornamentações e estava vestindo um casaco e uma tanga. Quem trouxer de volta esse escravo receberá recompensa de 3 pesos de cobre. Se for resgatado de um santuário receberá 2 pesos de cobre e se for resgatado da casa de um senhor de posses receberá 5 pesos de cobre.

Este não é um registro de escravo fugitivo em nenhuma parte das Américas dos século XIX. Trata-se de um registro egípcio do século II antes de Cristo resguardado num papiro no qual consta a narrativa sobre a fuga de Hermon, um escravo de origem síria. Os valores das recompensas variavam, pois envolviam as dificuldades das três hipóteses: Ser capturado a esmo era mais difícil do que ser encontrado num santuário – onde não eram raras as presenças de escravos foragidos – e, enfim, ser retirado das posses de um outro senhor era algo mais complexo, pois acabaria resultando numa disputa pelo escravo – e esse poderia ser justamente uma manobra que Hermon poderia ter empregado para sair de Alexandria ou mesmo do Egito.

O esperto Hermon não fugiu sozinho. Estava com outro acompanhante (um amigo? um amante?), Bion, escravo de um importante funcionário do Estado. Bion tinha baixa estatura, mas tinha uma musculatura forte e “olhos brilhantes” (sendo este último traço um detalhe curioso da descrição do foragido). Ambos carregaram objetos furtados, inclusive roupas femininas.

Se foram capturados certamente sofreram um pesado castigo físico, mas é interessante pensar que a dupla escapou da perseguição, pois não há registro identificado sobre o desfecho desse caso.

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O outro lado (literalmente) da máscara mortuária de Tutancâmon

abril 18, 2014

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É uma das peças artísticas mais fascinantes e famosas do mundo. Esta beleza foi moldada em ouro, tem detalhes em pedras semi-preciosas e e vidro colorido e sua autoria é desconhecida. A peça faz parte do acervo do Museu Nacional do Egito, no Cairo.

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Cleópatra, a Rainha do Egito

janeiro 19, 2011

Cleópatra VII Thea Filopator (Alexandria, Dezembro de 70 a.C. ou Janeiro de 69 a.C. — 12 de Agosto? de 30 a.C.) foi a última farani (feminino de faraó) e rainha da dinastia ptolomaica (oriunda da Macedônia) que dominou o Egito após os gregos terem invadido aquele país. Era filha de Ptolomeu XII e de mãe desconhecida. O nome Cleópatra é grego e significa “Glória do pai”; o seu nome completo, “Cleópatra Thea Filopator” significa “A Deusa Cleópatra, Amada de Seu Pai”. É uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e um dos governantes mais famosos do Antigo Egipto, sendo conhecida apenas por Cleópatra, ainda que tivessem existido outras Cleópatras a precedê-la, que permanecem desconhecidas do grande público. Nunca foi a detentora única do poder no seu país — de fato co-governou sempre com um homem ao seu lado: o seu pai, o seu irmão (com quem casaria mais tarde por sugestão de Júlio César, então seu amante) e, depois, com o seu filho. Contudo, em todos estes casos, os seus companheiros eram apenas reis titularmente, mantendo ela a autoridade de fato.

 

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A Pirâmide Perdida

janeiro 18, 2011

Arqueólogos descobrem fundações que podem ser da misteriosa “Pirâmide Perdida”, que teria sido construída para Dyedefra, faraó que caiu em desgraça. Rumores indicam que a edificação de Dyedefra era ainda maior que a grande pirâmide de Quéops.