Archive for abril \30\UTC 2014

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Os neandertais eram tão inteligentes quanto os Homo sapiens

abril 30, 2014
Neanderthal and human skulls

Crânio de um neandertal e de um Homo sapiens

O Homem de Neandertal não era exatamente o troglodita que se imaginava. Ele era tão inteligente quanto os homens modernos e esta é a conclusão foi confirmada por mais um estudo (de pesquisadores da Universidade de Leiden, Holanda) sobre esta espécie humana primitiva – e não é a primeira investigação a concluir isso.

Os neandertais surgiram aproximadamente entre 350.000 a 400.000 anos atrás e foram extintos por volta de 30.000 passados, tendo se espalhado por várias partes da Europa e Ásia. As razões para o desaparecimento da espécie são controvertidas e por muito tempo cogitava-se que a extinção dos neandertais ocorreu em função da desvantagem cognitiva que sofriam em relação aos seus parentes “mais evoluídos”, os Homo sapiens.

Já os pesquisadores C. Michael Barton (Universidade do Arizona State) e Julien Riel-Salvatore (Universidade do Colorado) concluíram que as aproximações entre os neandertais e nossa espécie eram mais intensas do que muitos imaginavam. Os cientistas desenvolveram estudos que indicaram que traços genéticos entre as duas espécies são compartilhados porque os cruzamentos entre elas eram comuns. Eles sugerem que os neandertais foram sendo extintos por terem chegado a ponto no qual a sua população passou a ser significativamente inferior. Os estudiosos acreditam que o processo de miscigenação pode ter sido o destino de nossos primos ancestrais, que teriam minguado através de um processo no qual sua presença foi sendo diluída pela mistura com indivíduos de uma espécie que se tornou numericamente muito superior, enfim, eles não aceitam uma ideia que durante muito tempo se propaga que trata da extinção como um processo no qual os neandertais quase que simplesmente desapareceram.

E eles não encerram aí suas conclusões: Avaliando resquícios materiais deixados pelos neandertais, os especialistas também não acham que eles fossem “inferiores” ou menos hábeis e capazes que nossa espécie.

Wil Roebroeks (da Universidade de Leiden) e Paola Villa (Universidade do Colorado) concordam com outras possibilidades a respeito do que se imaginava sobre os neandertais e sua suposta inferioridade. Eles defendem a tese de que as pesquisas mais antigas e até mais conhecidas acabaram induzindo a um importante erro de avaliação porque os pesquisadores costumavam comparar restos de espécimes de neandertais com esqueletos de Homo sapiens do paleolítico superior, quando, na verdade, deveriam realizar as comparações com homens modernos contemporâneos dos neandertais. Segundo Paola Villa “isso é como dizer que as pessoas no século 21 são mais inteligentes do que as do 19 porque estas últimas não tinham laptops nem realizavam viagens espaciais” e conclui afirmando: “O que estamos dizendo é que a visão convencional de neandertais não é verdade”.

As pesquisas mais recentes também recorrem a novos métodos e exploram as potencialidades dos estudos genéticos.

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O drama da Família Smith: Sete filhos na guerra, seis mortos em combate

abril 24, 2014
A partir da esquerda: Os irmão Errol, o condecorado Clarence, Aubrey, Herbert, Frederick e Alfred (fotomontagem)

A partir da esquerda: Os irmão Errol, o condecorado Clarence, Aubrey, Herbert, Frederick e Alfred (fotomontagem)

Quem assistiu o filme O Resgate do Soldado Ryan talvez considere que a circunstância do personagem que teve três irmãos mortos em combate é mesmo coisa de cinema, mas os fatos reais trazem diversas situações comparáveis – e até piores.

A humilde família Smith, da pequena vila rural de Yongala, no sul da Austrália, viveu um drama radical por ocasião da Primeira Guerra Mundial. Frederick e Maggie Smith tiveram sete filhos homens e todos eles resolveram se alistar para combater naquela que era reconhecida por muitos como “a guerra para acabar com todas as guerras”, mas a experiência da família foi trágica. Seis dos irmãos morreram em combate: Herbert William, Frederick Walter, Alfred Ernest, Clarence Leslie, Errol Victor e Aubrey Lyall (tendo os últimos se alistado irregularmente, pois apresentaram documentação falsa com idades adulteradas) e o único a escapar vivo da guerra foi o primogênito da família, Francis Hume Smith, que acabou morrendo pouco depois do conflito num acidente de bonde.

A situação dos Smiths é a mais extrema de uma longa lista de catástrofes do tipo em famílias australianas por ocasião da guerra, segundo pesquisas. Mais de 2.800 duplas de irmãos morreram entre 1915 a 1918 na Batalha de Gallipoli e em ação na Frente Ocidental. Mais de 150 famílias perderam três filhos e outras cinco perderam também cinco filhos.

 

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A artística caligrafia árabe

abril 21, 2014

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Proibidos de retratarem seres animados criados por Deus, o que poderia levar a alguma forma de adoração dessas imagens e/ou estatuetas, os artistas árabes-islâmicos desenvolveram a arte da caligrafia. Uma vez que a revelação da mensagem divina utilizou a palavra, ela também poderia ser utilizada para representar esses seres sem incorrer no risco do politeísmo. Vários estilos de caligrafia foram desenvolvidos ao longo dos séculos. A imagem aqui exibida, representando um leão, é do século XVI e as letras formam uma prece para o Iman Ali, primo e genro do Profeta e também o quarto califa do Islã.

Texto adaptado e imagem extraídos da revista Al Tawdih no. 1, editada pela Associação Beneficente Muçulmana do Rio Grande do Norte

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A evolução do hábito de fotografar mortos no século 19

abril 21, 2014

A postagem “Fotografar mortos era coisa normal no século 19” atraiu bastante interesse por causa do aspecto peculiar do costume de realizar registros fotográficos devidamente preparados e bem produzidos de cadáveres.

É verdade que registrar a morte através de imagens não era nenhuma surpresa, pois isso era feito ao longo dos séculos através da pintura e a fotografia apenas popularizou (e barateou) esta prática.

Inicialmente eram feitas fotos dos defuntos em seus caixões, mas a ideia que posteriormente mais prosperou e chamou a atenção foi a tentativa de dar à cena fúnebre um aspecto de naturalidade, até sugerindo que os mortos estavam dormindo tranquilamente ou ou ainda as cenas eram constituídas como se os cadáveres estivessem vivos (neste caso, recorriam a maquiagens e aparatos para manter os corpos firmes e até de pé). Os vivos também podiam compor as cenas, posando juntamente com os mortos em posições orientadas pelos profissionais especializados em tais registros – em determinados casos a composição ficava tão bem elaborada que chega a ser complicado diferenciar os mortos dos vivos nas fotografias.

Também chamava a atenção a grande quantidade de fotografias de crianças mortas, pois nestas situações as imagens tomavam dimensão ainda mais melancólica. A quantidade de imagens de crianças mortas se explica a partir dos altos índices de mortalidade infantil, o que criava uma demanda para esse tipo de registro e gerava lucros para os fotógrafos e suas companhias especializadas.

O auge dos registros fotográficos elaborados de mortos ocorreu durante a Era Vitoriana, mas também não era incomum já nas duas primeiras décadas do século 20. Em alguns lugares da Europa Oriental a prática permanece.

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O mulherengo Fidel Castro

abril 21, 2014
Fidel Castro rodeado por admiradoras em uma viagem à Nova York (1959)

Fidel Castro rodeado por admiradoras em uma viagem à Nova York (1959)

Todo mundo conhece a habilidade de Fidel Castro como orador e sua capacidade de ficar horas discursando sem parar. Mas o líder da Revolução Cubana tem (ou tinha) outros talentos menos debatidos. Ele fazia sucesso com as mulheres e também fez fama como mulherengo inveterado. Consta até que ele teve, pelo menos, dez filhos – o próprio Fidel chegou a dizer que tinha uma “tribo” de filhos numa entrevista em 1993.

O ditador cubano (dá para negar isso?) teve com Myrta Diaz-Balart, sua primeira esposa, seis filhos. Teve ainda um “casamento secreto” em 1980 (mas só revelado em 2003) com Dalla Soto del Valle, mas vários outros casos igualmente secretos existiram mesmo desde antes de sua ascensão ao poder – só em 1956, Fidel teve três filhos com três mães diferentes.

 

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O outro lado (literalmente) da máscara mortuária de Tutancâmon

abril 18, 2014

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É uma das peças artísticas mais fascinantes e famosas do mundo. Esta beleza foi moldada em ouro, tem detalhes em pedras semi-preciosas e e vidro colorido e sua autoria é desconhecida. A peça faz parte do acervo do Museu Nacional do Egito, no Cairo.

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Sherry Britton – Da discriminação física ao mérito acadêmico

abril 18, 2014

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Sherry Britton (1918-2008), cujo nome verdadeiro era Edith Zack, foi atriz e dançarina burlesca que causou escândalo principalmente no auge de sua carreira, entre as décadas de 1930 e 1940. Suas belas formas físicas não agradavam a todos e ela frequentemente era ridicularizada, sobretudo no início de sua vida nos palcos, por ser “muito magra”. Ela fez apresentações teatrais, entreteve soldados em shows durante a II Guerra Mundial e continuou realizando suas performances até ultrapassar os 40 anos de idade. Mesmo não tendo concluído sua formação escolar regular, acabou ingressando na Universidade Fordham (Nova York) e concluiu sua graduação em Direito com altíssimos méritos acadêmicos aos 63 anos de idade (formou-se com uma distinção típica da Academia anglo-saxã, recebendo a referência Magna cum Laude, ou seja, “com grandes honras”).