Archive for novembro \30\UTC 2014

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Dica de leitura: “Travessia”

novembro 30, 2014

unnamedDivulgar cultura, estimular a leitura e o contato com novas obras é também uma das funções deste blog e é sempre uma satisfação abrir espaço para esse tipo de divulgação. Agora a dica de leitura é o livro Travessia, de Luiz Guilherme Romancini.

O livro é um romance histórico-ficcional que tem como cenário uma típica fazenda cafeeira situada no Sul de Minas, pelos idos da segunda metade do século XIX, disputa amorosa entre um escravo de alcunha Brechó e um capitão-do-mato de nome Alvarenga pela bela escrava Joana, mucama criada e educada juntamente com a sinhazinha da fazenda e, por isso, de grande estimação da senhora, que lha havia prometido arrumar um bom partido entre mulatos educados como irmãos de criação e batizados com o sobrenome dos fazendeiros da redondeza. Porém, a paixão da bela por Brechó, que juntos sonhavam em voltar para suas origens na Costa da Mina, África, infringia as normas dos patrões em proibir relação íntima entre seus cativos, além de atrair a ira e o ciúme do capitão que desejava comprá-la do senhor e, assim, desposá-la. Não tendo como conter o assédio dos dois pretendentes, a senhora envia a mocinha para morar com sua irmã, em sítio distante dali. Sem alternativa, Brechó traça plano de fuga para reencontrar a amada que, a essa altura, já esperava um filho seu. E a mando do senhor, Alvarenga parte em seu encalço, até findar no embate mortal entre os dois adversários. No mais, a força de um amor que procura transpor montanhas e mares à busca da tão sonhada liberdade… Travessia!

Para adquirir a obra entre em contato pelo seguinte e-mail: livro.travessia@gmail.com

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Um antigo registro de fuga de escravo

novembro 29, 2014

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Ele tem cerca de 18 anos, de estatura média, sem barba, com boas pernas, uma covinha no queixo, um dente espetado no esquerdo do nariz, uma cicatriz acima do canto esquerdo da boca, tatuado no pulso direito com duas letras bárbaras. Ele levou com ele três moedas de ouro, dez pérolas, um anel de ferro com ornamentações e estava vestindo um casaco e uma tanga. Quem trouxer de volta esse escravo receberá recompensa de 3 pesos de cobre. Se for resgatado de um santuário receberá 2 pesos de cobre e se for resgatado da casa de um senhor de posses receberá 5 pesos de cobre.

Este não é um registro de escravo fugitivo em nenhuma parte das Américas dos século XIX. Trata-se de um registro egípcio do século II antes de Cristo resguardado num papiro no qual consta a narrativa sobre a fuga de Hermon, um escravo de origem síria. Os valores das recompensas variavam, pois envolviam as dificuldades das três hipóteses: Ser capturado a esmo era mais difícil do que ser encontrado num santuário – onde não eram raras as presenças de escravos foragidos – e, enfim, ser retirado das posses de um outro senhor era algo mais complexo, pois acabaria resultando numa disputa pelo escravo – e esse poderia ser justamente uma manobra que Hermon poderia ter empregado para sair de Alexandria ou mesmo do Egito.

O esperto Hermon não fugiu sozinho. Estava com outro acompanhante (um amigo? um amante?), Bion, escravo de um importante funcionário do Estado. Bion tinha baixa estatura, mas tinha uma musculatura forte e “olhos brilhantes” (sendo este último traço um detalhe curioso da descrição do foragido). Ambos carregaram objetos furtados, inclusive roupas femininas.

Se foram capturados certamente sofreram um pesado castigo físico, mas é interessante pensar que a dupla escapou da perseguição, pois não há registro identificado sobre o desfecho desse caso.

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Cocô enlatado que vale mais do que ouro!

novembro 15, 2014

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O artista italiano Piero Manzoni realizou uma provocação inusitada em 1961: Preparou 90 latas com suas próprias fezes e decidiu vender as esquisitas “obras de arte” com preços equivalentes ao valor de mercado de ouro para o mesmo peso do conteúdo das latas, ou seja, ele vendeu cada grama de fezes por valor igual à grama de ouro.

Claro que apareceu quem comprasse e um dos compradores fez um ótimo negócio, pois adquiriu originalmente o “bem” por Us$ 37 mil e negociou sua lata em 1991, através da famosa casa de leilões Sotheby, por Us$ 67 mil – valor bastante acima da cotação do ouro por ocasião do leilão.

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A ciência preservada pelos islâmicos na Idade Média

novembro 8, 2014

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Durante a Idade Média da Europa Ocidental muitos dos registros e conhecimentos científicos clássicos eram condenados em decorrência da postura da Igreja Católica, que renegava determinadas informações por conta de um julgamento fundamentalista a respeito do funcionamento de coisas e situações que já foram objetos dos estudos científicos. Por outro lado, os islâmicos passaram a tomar contato com o legado da produção científica clássica e resolveram preservar registros que eram destruídos na Europa. Mas os islâmicos não se interessaram apenas pela produção dos estudiosos europeus e também passaram a traduzir, reproduzir teses, teorias e métodos elaborados em diversas regiões também no Oriente. Obras em grego, em latim e em sânscrito versando sobre os mais variados temas das ciências eram traduzidas para o árabe e assimiladas por um novo público especializado ávido pelo imenso sortimento de conhecimento obtido por meio desse processo de busca, preservação e tradução de textos científicos. Enquanto o racionalismo perdia espaço na Europa, os islâmicos passaram a assimilar os trabalhos de expoentes como Sócrates, Platão, Aristóteles, Arquimedes, Euclides, Ptolomeu e diversos outros pensadores. Um rico acervo de obras aprimorou e enriqueceu a produção islâmica nos campos da matemática, da física, da engenharia, da medicina e de variados campos dos saberes humanos. Também foi notável o avanço tecnológico dos povos árabes em relação a muito do que ocorria na própria Europa que fora origem de muitas dessas bases científicas.

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Detalhe de influente tratado sobre a construção e utilização de astrolábios feito por Abu al-Rayhan Mohammad ibn Ahmad al-Biruni (973-1048), que contém 122 diagramas.

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A tradução de Almagesto, tratado matemático e astronômico de Ptolomeu.

Muitas obras em árabe reproduziram ou avançaram estudos de cientistas clássicos, a exemplo da obra O livro de conhecimento de dispositivos mecânicos engenhosos (de 1206), que traz esquemas de inúmeros inventos inspirados em ideias de Arquimedes. Também é interessante a tradução preservadora feita em 1334 da obra De Materia Medica, do romano Pedanius Dioscorides, que no século I realizou um importante inventário técnico sobre plantas medicinais.

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Versão árabe da obra De Materia Medica.

Obras como essas e diversos outros manuscritos em árabe estão acessíveis no site da Biblioteca Digital do Qatar.

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Sugestão de leitura: “Blitzkrieg – O Plano Estratégico de Hitler para Conquistar a Europa”

novembro 7, 2014

blitzlivroO livro aborda o desenvolvimento, construção e implementação do Corpo Panzer, e de como essa força militar se tornou a ponta de lança das máquinas militares mais eficientes do mundo até sua derrota final. Nesta obra, a guerra dos Panzer é vista pelos olhos daqueles que nela lutaram e puseram a mais mortal das armas nas mãos indignadas de Hitler.

Baseada em velocidade, e surpresa a Blitzkrieg (literalmente “guerra relâmpago”) envolvia unidades de tanques leves, apoiadas por aeronaves e infantaria, abrindo caminhos através de linhas inimigas e rumando céleres para capturar objetivos antes que o inimigo tivesse tempo de reagrupar-se. Após o sucesso de tanques britânicos na Primeira Guerra Mundial, os Alemães decidiram que o futuro da guerra estava nos Panzerkampfwagen, ou carros de combates blindados, mais tarde conhecidos simplesmente, em alemão, como Panzer.

Quando Hitler chegou ao poder, em 1933, viu rapidamente como essas formações Panzer poderiam invadir países e derrotar inimigos tradicionais da Alemanha, objetivando a construção do império europeu que o ditador tanto desejava.

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Sugestão de leitura: “A história da Filosofia – Da Grécia Antiga aos Tempos Modernos”

novembro 7, 2014

capalivrofiloComo objetivo de encontrar “a verdade que vale pra mim”, ajudou os homens a decidir como viver, como pensar sobre o mundo a sua volta, como relacionar com os outros. Na Filosofia, fazer perguntas é essencial. Quanto mais indecifráveis, mais atraentes elas são. Assim, A História da Filosofia apresenta com concisas explicações e um grande número de exemplos, as principais questões e tentativas de respostas colocadas pelos filósofos nos últimos 2500 anos.

A Historia da Filosofia traça o pensamento na Filosofia Ocidental desde os gregos das Antiguidades aos tempos de hoje. O livro traz um relato acessível, fascinante e lindamente ilustrado das primeiras preocupações dos maiores pensadores do mundo, que explora os cinco principais ramos da Filosofia: Metafísica, Epistemologia, Lógica, Ética e Estética.

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