Archive for julho \28\UTC 2013

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Esqueleto de uma “vampira” do século XVI

julho 28, 2013

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Nas proximidades de Veneza foi encontrada uma ossada feminina do século XVI em condições peculiares: A mulher foi sepultada com um tijolo na boca. A situação estranha coincide com um bizarro ritual que era empregado para lidar com vampiros. O arqueólogo Matteo Borrini informou: “Pela primeira vez encontramos evidências de um exorcismo contra um vampiro.”

O fato é que as crendices desde a Idade Medieval associavam ao vampirismo doenças e até mesmo características do processo de decomposição dos cadáveres. Textos medievais informam que muitos ficavam perturbados com a aparência dos cadáveres de pessoas que foram vítimas de doenças altamente difundidas por contágio na época. Durante os períodos de surtos epidêmicos era rotina a reabertura de sepulturas e valas comuns para enterrar novos cadáveres e com isso o choque diante da visão dos mortos sepultados anteriormente impressionava os coveiros e outras pessoas que acompanhavam estas exumações. Ocorre que o corpo desenterrado poderia apresentar características ainda mais horripilantes: inchado e com sangue pútrido saindo pela boca, além de um estranho furo no pano utilizado para cobrir o rosto do defunto. Os relatos medievais davam conta de que o “comedor de mortalha” roía o sudário causando o misterioso buraco e assim as desgraças de sua amaldiçoada condição continuavam ocorrendo. Para matar o vampiro de fome alguém teve a ideia de colocar uma pedra ou um tijolo na boca dos cadáveres encontrados neste estado e acreditavam que assim o ser maligno acabaria “morrendo de fome”.

Sabe-se hoje que o inchaço e excreção líquidas que saem pela boca são normais nos processos de decomposição dos cadáveres e que o furo no pano sobre a boca do morto era ocasionado pela ação da deterioração provocada por bactérias, uma vez que o tecido ficava particularmente mais sujo exatamente nesta área.

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A mulher mais forte do mundo

julho 27, 2013

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A austríaca Kate Brumbach (1884-1952) ficou famosa como Kate Sandwina, The Mighty Sandwina ou ainda Lady Hercules e se apresentava como “a mulher mais forte do mundo”. Seus pais erem proprietários de um circo e já eram praticantes de exercícios físicos e possuíam corpos musculosos e iniciaram seus 14 filhos no treinamento físico. Ainda criança Kate demonstrava aptidão para os exercícios, desenvolveu uma musculatura firme, grande força física e habilidade como lutadora. Kate lutava contra homens e segundo uma lenda a seu respeito jamais perdeu um combate. Ela ganhou bastante dinheiro com apostas relativas às lutas e também ganhou um marido no ringue, pois um de seus desafiantes derrotados, Max Heymann, acabou se apaixonando pela mulher que o espancou numa luta – o o sentimento foi correspondido, pois ambos mantiveram um casamento de 52 anos.

A carreira internacional de Kate teve impulso a partir de suas apresentações em Nova York, onde desafiava (também com apostas) qualquer homem a levantar mais pesos que ela. O próprio Eugen Sandow (Friedrich Wilhelm Müller), prussiano reconhecido como “o pai do fisiculturismo”, desafiou e foi derrotado por Kate (foi a partir dessa ocasião que ela adotou o nome Sandwina, derivação feminina do nome Sandow).

Ela seguiu realizando proezas com sua força física e em meio a tudo isso ainda teve seu filho, Theodore – que herdou habilidades da mãe e virou lutador de boxe, tendo ao longo de sua carreira 46 vitórias, 36 delas por nocaute.

Somente aos 64 anos de idade Sandwina se aposentou das apresentações e abriu um restaurante, no qual divertia os clientes quebrando ferraduras e entortando barras de ferro. A única derrota que sofreu foi para o câncer, que a matou em janeiro de 1952.

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A “Mulher Macaco”

julho 27, 2013

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Julia Pastrana (1834-1860) ficou conhecida no século XIX como a “Mulher Macaco” e virou atração circense que atraiu grande público. Mexicana de origem indígena, Julia Pastrana sofria um avançado estado de hipertricose – doença até então desconhecida -, o que causou uma grande profusão de pelos pelo corpo, além de deformidades em seu rosto, dando-lhe uma feição simiesca (ainda levando-se em conta o fato de que media uma baixa estatura para uma mulher adulta: cerca de 1,30m).

Julia realizava apresentações e chegou a construir uma carreira na Europa. Ela exibiu talento como cantora de óperas, realizava passou de danças e costurava as roupas utilizadas em suas apresentações e números especiais. Teve um filho com seu empresário, contudo a criança (que nasceu com a mesma doença da mãe) sobreviveu poucas horas. Julia morreu dois dias após a morte do filho em decorrência de complicações do parto e os corpos da mãe e do filho foram mumificados para que pudessem ser exibidos como atração, rendendo arrecadação de ingressos e lucros a partir do interesse do público pela contemplação com curiosidade mórbida pelo aspecto “exótico” e “incomum” da mulher e do bebê “macacos”.

Hoje os cadáveres estão sob a guarda de uma instituição norueguesa, mas não são objetos de exibição pública. Grupos e instituições ligadas à Igreja Católica no México reivindicam o envio dos cadáveres ao país de origem de Julia Pastrana, que em vida era seguidora do catolicismo, religião na qual fora batizada. Estas entidades defendem o sepultamento segundo os ritos cristãos.

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Saartjie Baartman – A Vênus Hotentote

julho 27, 2013

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Saartjie Baartman (1789-1815), cujo nome verdadeiro é desconhecido, nasceu numa tribo hotentote (khoisan) na África do Sul e ainda criança ficou órfã. Ela possuía nádegas hipertrofiadas (esteatopigia), o que era uma característica nas mulheres de seu grupo étnico e este aspecto despertou o interesse de seu proprietário holandês de exibi-la como atração na Europa. A partir do 19 anos Saartjie era exibida aos curiosos no Velho Mundo como uma exótica mistura humana e simiesca em apresentações na qual ela era forçada a dançar de modo grotesco e tinha suas nádegas tocadas pelos expectadores.

Quando esteve na Inglaterra suas apresentações foram proibidas e ela acabou envolvida num processo judicial, contudo alegou que realizava as apresentações sem ser forçada e que recebia parte do dinheiro arrecadado através dos espetáculos. Grupos de defesa dos negros acabaram não sendo convencidos sobre a veracidade de seu depoimento. A retenção em Londres acabou motivando seu proprietário inicial a vendê-la a um domador de animais francês, que viu em sua aquisição uma boa oportunidade de realizar lucros.

Na França o grau de exposição foi muito mais intenso e Saartjie era obrigada a se exibir nua, o que contrariava sua vontade, sobretudo porque ela possuía outro traço que era objeto de curiosidades por parte do público: seus lábios genitais eram estendidos ao ponto de ultrapassarem a vagina em cerca de 10cm (a “cortina da vergonha”, segundo os costumes de seu povo). Estas novas condições, além dos maus tratos por parte de seu proprietário e de frequentes reações desagradáveis por parte de seu novo público (ridicularizando ou hostilizando), acabaram influindo sobre o seu comportamento e estado psicológico. Saartjie tornou-se alcoólatra e ainda foi levada a se prostituir.

Em 1815, aos 26 anos morreu de causas ainda indefinidas, mas há suspeitas de que foi vítima de sífilis. Seu corpo (que fora vendido por seu proprietário para não precisar arcar com as despesas funerárias) acabou parando na Escola Real de Medicina, onde foi dissecado e teve partes, como a genitália, exibidas em aulas na instituição. Seu esqueleto e seu cérebro mantido num recipiente com formol eram mantidos em exibição permanente. Somente em 2002 seus restos foram enviados à África do Sul a pedido de Nelson Mandela, que providenciou seu sepultamento.

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O homem que iniciou a Segunda Guerra Mundial com 5 dias de antecedência

julho 27, 2013
 Hans-Albrecht Herzner (de pé na foto) e sua apressada equipe de combate

Hans-Albrecht Herzner (de pé na foto) e sua apressada equipe de combate

Geralmente admite-se que o início da Segunda Guerra Mundial ocorreu em 1 de setembro de 1939, quando a Alemanha invadiu a Polônia e ocorreram declarações de guerra por parte da França e Inglaterra contra o país governado por Adolf Hitler – apesar de alguns países já estarem em guerra mesmo antes disso.

Os planos de invasão à Polônia tinham inicialmente o dia 26 de agosto estabelecido para o ataque, contudo Hitler decidiu suspender a execução prevista para a invasão porque entendeu que a França e a Inglaterra iriam “ceder” o território – fato que acabou não sendo confirmado. O problema foi que o tenente Hans-Albrecht Herzner (o homem de pé na foto) parece não ter recebido o recado do adiamento do ataque e executou uma invasão com apenas 24 homens em trajes civis. Foi estabelecido que o grupo deveria explodir um túnel ferroviário e então os combatentes partiram para concretizar a missão. Os soldados comandados por Herzner não tinham noção de que estavam travando uma luta contra um país inteiro e durante a operação tiveram notícia de que nenhuma guerra estava oficialmente em curso. Acabaram executando uma fuga cinematográfica (capturando uma locomotiva) e recuaram de volta à base, na Eslovênia.

O Incidente de Jabłonków terminou não dando certo, mas o túnel foi explodido em 1 de setembro num ataque “oficial”.

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Sexualidade expressa na arte da cerâmica pré-colombiana

julho 9, 2013

Mesmo antes dos famosos Incas, vários outros povos indígenas habitaram as terras sul-americanas. A Civilização Moche, por exemplo, ocupou vastas extensões do atual Peru durante cerca de 900 anos (entre 100 aC e 800 dC). Apesar de tão longa existência, os povos moche não chegaram a constituir um império ou um Estado tal qual entendemos essas estruturas sócio-políticas e tampouco desenvolveram um sistema de escrita, mas a produção artística que produziram é fabulosa, rica e de apuradas técnicas e qualidade, sobretudo quanto a produção metalúrgica, ourivesaria e ceramista.

Na arte com a cerâmica, retrataram cenas cotidianas ritualísticas, elaboraram peças utilitárias diversas e demonstraram grande capacidade neste tipo de produção. Chama atenção o fato de que a produção artística destes povos pré-colombianos é repleta de alusões explícitas à sexualidade. Esta característica torna a cerâmica moche bastante chamativa, pois eles expressaram práticas, gestos e circunstâncias que hoje deixam muitas pessoas encabuladas ou mesmo chocadas. São cenas naturais de sexo ou ainda situações nas quais humanos e entes sobrenaturais compartilham os atos e se relacionam sexualmente.

Abaixo estão alguns exemplos interessantes.

Escultura representando uma mulher

Escultura cerimonial que representa uma relação sexual

Escultura cerimonial representando um ente do submundo (note as feições de esqueleto) com um enorme pênis

Escultura cerimonial que representa uma relação sexual

Escultura cerimonial que representa a prática de sexo oral

Escultura cerimonial que representa uma cena na qual uma mulher masturba um ente do submundo

Escultura cerimonial que representa um ente do submundo se masturbando

Escultura cerimonial que representa a prática de sexo oral

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Escultura cerimonial que representa um parto