Posts Tagged ‘instrumento de tortura’

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Tortura medieval ou fraude moderna? A invenção da Donzela de Ferro

fevereiro 28, 2015

O conhecido instrumento de tortura “Donzela de Ferro” (Iron Maiden) é, na verdade, uma fraude, afinal, nunca foi empregado com a finalidade de promover dor e sofrimento na Idade Média.

O terrível caixão de ferro com espetos sequer existia no período medieval, pois apenas durante século XIX começaram a aparecer exemplares dessa curiosa e brutal caixa da morte através de peças artísticas bizarras, conceituais ou mesmo como fraudes e brincadeiras mórbidas.

Iron Maiden

A Donzela de Ferro de Nuremberg

O alemão Johann Siebenkees começou em 1793 a popularizar uma história inventada sobre um caso no qual o artefato metálico sinistro teria sido empregado para punir um falsário três séculos antes. Siebenkees era filósofo e gostava de fazer pesquisas arqueológicas, o que conferia certa credibilidade ao caso que ele divulgou e em 1802 apareceu então o tal caixão de ferro com espetos e uma face feminina, mas que fora feito para impressionar e ser exibido e não era um produto medieval – era a Donzela de Ferro de Nuremberg, que acabou sendo destruída no ataque aliado à cidade alemã em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.

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A Donzela de Ferro de Peacock

Também no século XIX o inglês Matthew Peacock queria provar que os métodos de tortura modernos eram mais terríveis que os medievais, criando então sua versão de uma Donzela de Ferro que fora doada a um museu e posteriormente (em 1865) foi parar no Castelo de Kyburg, também na Alemanha.

Apesar da falsidade das peças, que não eram medievais, um artefato comparável poderia ter inspirado a criação dos tenebrosos caixões de ferro. A narrativa sobre uma execução em Cartago feita por Tertuliano (160-225 dC) e reforçada por Santo Agostinho de Hipona (354-430) pode ter inspirado a ideia de criação das donzelas de ferro. Os dois escreveram sobre a execução pelos cartagineses do general e líder político romano Marcus Atilius Regulus (307-250 aC), que fora trancafiado num caixão depois cravejado por longos pregos que o atingiram fatalmente.

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Tortura Medieval – O “pônei”

abril 16, 2014
Cavalo de Madeira, Pônei ou Burro Espanhol

Cavalo de Madeira, Pônei ou Burro Espanhol

Variação de dispositivos de tortura que já eram utilizados no Império Romano e que, por meio de “melhorias”, passou a ser empregado com maior intensidade durante a Idade Média, chegando a ser utilizado por colonizadores nas Américas e tendo uso registrado até na Guerra Civil Americana. Sua estrutura básica era formada por um segmento de tronco serrado de maneira que sua extensão tomasse forma triangular e era utilizado principalmente para torturar mulheres, que ficavam sentadas sobre o aparelho e usualmente recebiam pesos nos tornozelos para propiciar desconforto ainda maior.

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Tortura medieval – A cadeira de ferro

abril 15, 2014

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Eram variados os modelos de cadeiras de espinhos, que cobriam as costas, braços, nádegas, pernas e os pés. O número de espinhos metálicos variava entre 500 a 1.500.

Em algumas versões do instrumento de tortura havia buracos em baixo da cadeira onde o torturador colocado carvão em brasa para causar queimaduras graves. Em outras versões pesos eram colocados nas coxas ou pés da vítima para forçar a penetração dos espinhos. Também existiam modelos com no encosto de cabeça. Determinadas variações possuíam verdadeiros espetos que penetravam em órgãos vitais ou causavam sangramentos mortais.

Utilizar a cadeira de ferro era uma prática comum para extrair uma confissão, inclusive forçando-se uma vítima assistir outra sendo torturada com esse instrumento.

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Tortura Medieval: Pera da Angústia

abril 12, 2014

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Esta tormentosa e sofisticada peça de tortura também era conhecida como “Pera da Confissão”, “Pera do Papa” (nomes atribuídos em função do fato de ter sido dispositivo utilizado durante a Inquisição) ou ainda poderia ser identificada como “Pera Bucal”, “Pera Vaginal”, “Pera Anal” ou simplesmente como “A Pera”.

Tratava-se de um instrumento em forma de pera composto por quatro faces que eram lentamente separadas umas das outras a partir da engenhosa articulação acionada por um parafuso giratório disposto na parte superior da geringonça. O artefato foi utilizado durante a Idade Média como instrumento de tortura empregado preferencialmente contra mulheres que realizaram abortos, contra os mentirosos, os blasfemos e muitos homossexuais. O aparelho costumava ser inserido em um dos orifícios da vítima: a vagina para as mulheres, o ânus para aqueles considerados homossexuais masculinos e a boca no caso dos mentirosos e blasfemos.

A pera provocava insuportáveis dores e lesões ao se expandir no interior das vítimas, mas geralmente não era letal e costumava ser empregada em seções que envolviam usos de outros instrumentos. Há casos nos quais o dispositivo foi empregado como uma espécie de mordaça mecânica (há quem acredite até que este foi o objetivo inicial de sua invenção).

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Tortura Medieval: Berço ou Cadeira de Judas

abril 12, 2014

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O Berço ou Cadeira de Judas era um dispositivo em formato piramidal feito de madeira sobre o qual ficava exposta a vítima, que era amarrada, suspensa e progressivamente baixada até que o ânus, a vagina ou testículos entrasse em contato com a ponta do instrumento. A intensidade da dor infligida pelo sistema de tortura poderia ser alterada de várias maneiras: A vítima poderia ser balançada sobre a pirâmide, repetidamente deixada cair sobre o dispositivo, poderia ter azeite espalhado sobre a pirâmide para proporcionar um deslizamento no contato com a pele ou ainda poderiam ser utilizados pesos de latão presos nas pernas do(a) infeliz que viesse a ser submetido(a) a este horror.

Era comum deixar a vítima suspensa sobre o aparato torturante durante uma noite inteira para prolongar o sofrimento até que as seções com movimentos e contatos fossem reiniciadas no dia seguinte – a agonia poderia se estender por vários dias. O aparelho geralmente não era submetido a limpeza e as vítimas não morriam necessariamente em decorrência de ferimentos sofridos, mas podiam contrair infecções motivadas pelo tempo prolongado de contato com dispositivo. Sempre que a vítima desmaiava de dor, o torturador a erguia até que voltasse a despertar e novamente para que fosse retomado o processo. Além da dor agonizante, a humilhação era outro fator de “utilidade” do aparelho, além do justificável desespero que significava a mera ameaça de uso do equipamento.

O Berço de Judas foi utilizado pela Inquisição em vários países diferentes e possuía nomes variáveis em cada lugar. Na Itália, ele era conhecido como “Culla di Giuda”, na Alemanha “Judaswiege”, e na França “La Veille”, mas foi na Espanha que seu uso foi mais praticado.