Antonino Pio, um modesto e pacífico imperador romano

(Representação visual gerada pela IA Leonardo)

O quarto dos “Cinco Bons Imperadores” da Dinastia Nerva-Antonina foi Antonino Pio, que governou entre 138 a 161 d.C. Nascido em Lanúvio, Itália, no ano 88 da Era Cristã, Titus Aurelius Fulvus Boionius Arrius Antoninus era membro de uma prestigiada família com tradição na política romana. Sendo filho e neto de cônsules, sua carreira também estaria destinada a grandes posições e assumiu o cargo de cônsul 120 para depois ser indicado por Adriano para exercer funções estratégicas em seu governo, como administrador da justiça e governador da província da Ásia. Era um homem de reputação elogiada, tido como sensato, honesto e competente no exercício de suas atribuições, o que acabou destacando sua posição ao ponto de merecer o reconhecimento de Adriano como um bom sucessor, sendo adotado e publicamente citado como herdeiro do poder, que assumiu aos 51 anos de idade, admitido pelo Senado sem divergências.

Foi caracterizado como um imperador de temperamento calmo e vida modesta que teve grande capacidade de agir com equilíbrio. Ao longo de seu governo tratou de implementar a paz como uma de suas principais ações, optando pela diplomacia como meio de solução das tensões e se concentrando na manutenção das fronteiras já dominadas do império. Por ter profundo conhecimento legal, tratou de promover ações para que as instituições judiciais fossem mais eficientes e adotassem medidas equilibradas e uniformes e sua experiência como governador provincial possibilitou o reconhecimento das dificuldades e desafios da administração de tais territórios, influenciando a adoção de medidas para aprimorar os governos das províncias, o que também dependeu de suas reformas fiscais. Era cuidadoso com a gestão dos recursos públicos e evitava realizar gastos elevados que comprometessem o orçamento, embora tenha promovido um vasto conjunto de obras estruturais, além de reformas de templos, obras de finalidades artísticas e culturais e investimentos urbanísticos na capital.

Ele enfrentou poucas rebeliões durante o governo e, apesar de gastar com prudência os recursos do Estado, encontrou dificuldades para bancar os custos da defesa e sustento das tropas espalhadas em uma vasta fronteira territorial mesmo em tempos de paz, sinalizando o peso da política expansionista para o erário público.

Da união com a nobre Faustina, a Velha, eles chegaram a ter vários filhos, mas apenas Faustina, a Jovem, chegou à idade adulta e se casou com Marco Aurélio, sucessor designado de Antonino Pio. O imperador morreu em 161, aos 71 anos, mas o processo sucessório já estava definido desde o início de seu governo, pois fazia parte do acordo firmado por Adriano para a definição de sua escolha como herdeiro. Marco Aurélio e Lúcio Vero foram adotados como sucessores imperiais e assumiram o poder na condição de co-imperadores.


Referências:

3 comentários

Os comentários estão fechados.