Complexo de Auschwitz

No complexo de Auschwitz, no sul da Polônia, junto à cidade de Oswiecim, na alta Silésia, as estimativas mais confiáveis indicam que tenham sido exterminadas entre 1,3 milhão e 1,5 milhão de pessoas em câmaras de gás.

Este foi o maior entre os dois mil campos de concentração e trabalhos forçados construídos pelos nazistas. Ali foram mortos cerca de 1,2 milhão de judeus (25% do total de judeus mortos na guerra), 150 mil poloneses, 23 mil ciganos e 15 mil soviéticos. Quando as forças soviéticas libertaram o campo, na tarde de 27 de janeiro de 1945, encontraram gigantescas pilhas com cerca de 850 mil vestidos, 350 mil ternos, milhares de pares de sapatos e montanhas de roupas de crianças, além de oito toneladas de cabelos humanos que seriam utilizados como enchimento de travesseiros.

As tropas soviéticas libertaram 7.650 presos, a maioria dos quais mal podia se locomover. Alguns dias antes da chegada dos soviéticos os alemães tiveram o cuidado de dinamitar as instalações de extermínio e de queimar quase todos os arquivos. Os documentos que sobraram foram divididos entre soviéticos e poloneses. O campo de Auschwitz tornou-se o símbolo da barbárie nazista. Era uma linha de produção da morte desenvolvida de forma a envolver o maior número de pessoas, com a máxima economia de recursos, aproveitando os cadáveres como matéria-prima para a produção industrial de sabão.

Auschwitz dividia-se em três subcampos: Stammlager (ou Auschwitz 1), para trabalhos forçados, que chegou a ter 135 mil presos;Birkenau (ou Auschwitz 2), onde era executado o extermínio; e Buna-Monowitz (ou Auschwitz 3), um conjunto de 46 campos de trabalhos forçados associado ao complexo industrial IG Farben, que produzia borracha sintética e metanol.

Em dezembro de 1941 as câmaras de gás foram utilizadas em Auschwitz 1 pela primeira vez. Numa ação sem precedentes na história, cerca de 850 prisioneiros foram levados a um compartimento hermeticamente fechado no subsolo, onde foi injetado o gás Zyklon B, um granulado de silício impregnado com ácido cianídrico. As vítimas foram, depois, incineradas em crematório. Estima-se que poucas séries de homicídios ocorreram lá, já que, para a garantia do sigilo, os SS eram obrigados a isolar a área. Esse procedimento, além de despertar suspeitas, atrapalhava a atividade do campo. A ação criminosa foi então transferida para Birkenau, construído com esse objetivo exclusivo, onde o extermínio ocorreu em larga escala. A empresa alemã Topf und Söhne desenvolveu um projeto sofisticado para a construção de quatro câmaras de gás.

As ferrovias que ligavam os campos foram prolongadas até a entrada das câmaras. Um estudo do consultor do Museu de Auschwitz e conselheiro do Museu do Holocausto em Washington, Jean-Claude Pressac, baseado na consulta aos arquivos soviéticos, Os Crematórios de Auschwitz – O Maquinário da Morte em Massa, publicado em 1993 pelo Centro Francês de Pesquisa Científica, detalha tecnicamente o funcionamento dos campos.

O autor já havia analisado os arquivos poloneses e alemães para escrever Auschwitz: A Técnica e A Operação das Câmaras. Ele relata que, apesar da prudência para não registrar os crimes, há documentos nos quais os envolvidos na operacionalização da Solução Final deixavam escapar termos em relatórios, como “locais de gaseificação” e compartimentos que necessitavam de “portas à prova de gás”.

A riqueza dos arquivos em poder dos russos permite uma compreensão quase perfeita da engenharia da morte. O ritmo do extermínio dependia da eficiência do trabalho de cremação. Pressac apurou que a empresa Topf desenvolveu técnicas sofisticadas, que incluíam elevadores com capacidade para transportar 1,5 tonelada de mortos das câmaras de gás até os fornos crematórios.

Fonte: http://www.geocities.com

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