os encolhedores de cabeças da Amazônia

Uma estranha e sinistra prática de encolher cabeças de cadáveres foi estabelecida pelos povos Jivaro na Amazônia Peruana e Equatoriana. A crença por trás do ritual macabro se baseava na ideia de que o espírito ou “muisak” do inimigo abatido em combate poderia ainda representar uma ameaça, então era necessário preparar uma “tsantsa”, que consistia na cabeça encolhida deste rival para conter sua fúria e vingança espiritual. Mas esta prática também era utilizada como espécies de troféus para demonstração de força e destreza no combate e aviso aos inimigos de que aquele poderia ser o destino de quem enfrentasse os Jivaros.

O preparo das tsantsas era tão grotesco quanto o seu resultado. As vítimas era decapitadas, tinham suas pálpebras e bocas costuradas e as cabeças eram fervidas para favorecer a deformação, então a pele era retirada para a realização da moldagem craniana. Eles utilizavam pedras quentes e areia no processo, que também incluía a aplicação de pressão sobre o crânio. Depois que o couro era recolocado ao redor da cabeça também passava por um tratamento para se ajustar ao mini-crânio e enfim era ressecado para preservação. Após todo esse trabalho acreditavam que, enfim, a alma do cadáver estava definitivamente presa naquela peça medonha.

Apesar de ser algo assustador, os primeiros europeus que se depararam com as cabeças encolhidas no século 19 viram uma oportunidade de lucrar vendendo tais restos mortais para colecionadores. A prática de comercialização das tsantsa só foi criminalizado na década de 1930.

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