Após a turbulenta passagem da 18ª dinastia no poder do Antigo Egito, que se notabilizou pelas controversas reformas de Akhenaton e disputas sucessórias, ascendeu uma nova linhagem dinástica que restaurou a grandiosidade faraônica. Soberanos como Seti I e seu filho Ramsés II proporcionaram uma fase de prosperidade e frequentemente reconhecida como apogeu do império, fortalecido militarmente e experimentando uma situação de opulência produtiva que favoreceu a realização de grandes obras e reformas que aperfeiçoaram a administração egípcia.
Destacado como um dos mais significativos faraós, Ramsés II nasceu por volta de 1303 a.C. e herdou o trono egípcio aos 25 anos, depois de anos de preparação para o exercício do poder depois de substituir seu irmão mais velho na sucessão direta. Seguindo os passos do pai, ele assumiu o papel de liderança militar e seu nome foi associado à importante Batalha de Kadesh (1274 a.C), confronto equilibrado contra os hititas que assegurou a segurança do império através da assinatura de um tratado de paz. Além disso, suas vitórias na Síria e na Núbia asseguraram uma relevante expansão territorial, o que ampliou o poder egípcio incorporou ricas regiões aos domínios do faraó.
Através da estabilidade obtida por meio da atuação bélica e diplomática, as condições favoreceram o crescimento econômico com a elevação da atividade comercial e ampliação das colheitas, gerando riqueza e proporcionando meios para realização de grandes obras. Foi construída uma nova capital, Pi-Ramesses, como centro para atuação dos mercadores e funcionamento de instâncias estatais e várias obras monumentais foram edificadas em honra do faraó como o complexo de Abu Simbel, o templo mortuário Ramesseum, além da ampliação do templo de Karnak e de outras instalações tradicionais.
Em seu longo reinado de 66 anos, Ramsés II constituiu uma família bastante numerosa. Ele teve diversas esposas e concubinas, com destaque para a famosa rainha Nefertari, homenageada em monumentos do Templo de Abu Simbel. O faraó teve mais de 100 filhos reconhecidos, que assumiram destacados papeis como oficiais militares, governadores de províncias, graduados agentes estatais e sacerdotes. Seu filho primogênito foi o príncipe Amun-her-khepeshef, que foi também um general de prestígio, mas, assim como vários de seus irmãos, ele morreu antes do pai e abriu espaço na linha sucessória para que Merneptá, o 13º filho de Ramsés II, pudesse assumir a posição de faraó somente ao se tornar um sexagenário, quando o longevo soberano morreu por volta dos 96 anos de idade.
Referências:


[…] O longo e próspero reinado do faraó Ramsés II […]