Era muito fértil a imaginação grega para conceber criaturas impressionantes. Os seres dotados de características espantosas representavam riscos para os humanos comuns e desafios para o heróis. Já foi publicada uma pequena lista de monstruosidades mitológicas gregas, e aqui estão alguns outras. As representações visuais foram elaboradas pelas IAs DALL-E, Leonardo e Mage.
Talos, o Gigante de Bronze
Se seres espantosos não faltam na Mitologia Grega, eis aqui uma espécie muito diferente. O colossal Gigante de Bronze que vigiava a ilha de Creta não era uma monstruosidade qualquer, era uma espécie de robô movido por energia divina, pois no seu interior metálico havia uma única veia na qual fluía o sangue dos deuses. Esta grandiosidade tão diferente das demais criaturas espantosas citadas entre os mitos gregos foi criada por Hefesto, engenhoso o deus ferreiro. Apesar da imponência, Talos acabou sendo derrotado pelos Argonautas, aventureiros que buscavam o Velo de Ouro.
Os Sátiros
Criaturas ligadas à natureza, estes seres reúnem humanidade e selvageria em sua forma humana misturada com um características de bode. Companheiros do deus Dionísio, o ambiente dos Sátiros era a floresta e o comportamento lascivo era a marca dessas entidades brincalhonas e sedutoras. Entre eles se destacaram o sábio Sileeno e o arrogante Mársias, que desafiou Apolo e não se deu bem.
Os Ciclopes
A primeira geração de ciclopes foi constituída pelos irmãos Arges, Brontes e Estéropes, filhos de Urano (o céu) e Gaia (a terra), que forjaram o raio de Zeus, o tridente de Poseidon e o elmo de Hades, apetrechos que ajudaram na luta contra os Titãs. Foi na segunda geração desses gigantes de um olho só que surgiu o famoso Polifemo, personagem derrotado por Odisseu. Ciclopes possuíam uma natureza indomável, misturando habilidades e uma fúria que podia ser difícil de conter.

Ládon
Ládon era um perigoso dragão de várias cabeças que falavam cada uma um idioma diferente. Ele guardava o jardim no qual estava a árvore de maçãs douradas que conferia a imortalidade a quem as comesse. O monstrengo não foi páreo para Hércules, que o enfrentou como uma de suas missões, que consistia em pegar os frutos divinos.
Anteu, o gigante
O gigante Anteu era filho de Gaia (a Terra) e Poseidon e tinha como característica a condição de ser invencível quando estava em contato com o solo. O feroz gigante que usava os crânios de suas vítimas para construir um templo para seu pai também foi vítima de Hércules, que foi astucioso e ergueu Anteu, impedindo que ele tocasse o chão e assim perdesse sua força, numa demonstração de que ser perspicaz pode ser tão importante quanto ter força.
Os Grifos
Seres alados constituídos por uma mistura de leão com águia, os mais nobres dos animais, os glifos eram guardiões de tesouros. Eles viraram posteriormente figuras presentes nos brasões de nobreza.
O Javali de Calídon
Esta fera foi enviada pela deusa Ártemis, patrona da caça e da vida selvagem, para a região de Calídon, pois estava furiosa com o rei Oeneus, que não prestou as homenagens devidas aos deuses pelas colheitas. A besta feroz se encarregou de devastar as terras para causar problemas na colheita seguinte. Os mais habilidosos e destemidos caçadores gregos foram reunidos para deter o javali, demonstração de que os homens podiam se defender.
As Cereastes
Cereastes eram um tipo especial de criatura monstruosa, serpentes chifrudas que ficavam à espeita para atacar mortalmente suas vítimas que cruzavam as terras que lhes serviam de habitat. Elas representavam a possibilidade de surpresa e risco para os viajantes.
Argos Panoptes
Argos Panoptes, o “Argos de Todos os Olhos”, era outro gigante, mas sua principal característica era possuir uma centena de olhos, fazendo dele um guardião excepcional. Mesmo quando dormia, alguns olhos permaneciam atentos a qualquer movimento. Hera, a rainha dos deuses, determinou que Argos Panoptes vigiasse a ninfa Io, que era cortejada por Zeus, um contumaz adúltero. Zeus era insistente e mandou Hermes matar Argos Panoptes para se livrar do bisbilhoteiro. Hera resolveu homenagear a lealdade de seu vigia e as penas do pavão, ave sagrada, são ornadas pelos olhos de Argos.
As Harpias
As Harpias eram figuras femininas e aves de rapina especiais, que atacavam e carregavam suas vítimas. Também eram associadas às tempestades e à morte. Elas eram geralmente consideradas entidades malignas, que atormentavam e tiravam a paz de viajantes.










[…] Criaturas monstruosas da Mitologia Grega (parte 2) […]