h1

Pesquisa nos EUA buscou saber como (ou se) a Revolução Americana é ensinada em outros países

julho 26, 2015

washington-delaware

No blog Quartz, que traz geralmente postagens sobre política norte-americana, foi publicada uma interessante análise sobre como em outros países o processo de independência dos EUA é abordado didaticamente [clique aqui para conferir]

A curiosidade do redator do blog se deve ao fato de que entre eles, nos EUA, “a guerra da revolução é um fato histórico intensamente orgulhoso para a maioria dos americanos (talvez até orgulhoso demais)”, porém, em outros lugares no mundo o sentimento associado a tal evento não é o mesmo e as narrativas em torno do processo de independência norte-americana possuem outras perspectivas – o que seria evidente, claro.

O levantamento de informações foi feito através da verificação de impressões a respeito do tema através de serviços como Reddit e Quora (algo melhor que o nosso conhecido Yahoo Respostas), que relacionou alguns aspectos que não são desconhecidos aqui entre nós também e acabaram sendo listados como parâmetros relativos ao como se aborda a independência dos EUA em outros países. O que se buscou através de interlocutores de vários países foi basicamente saber como ou o que eles aprenderam sobre o Revolução Americana nas escolas.

Primeiramente percebeu-se que além dos EUA o foco analítico sobre o processo de emancipação das 13 Colônias não se concentra na ação militar (os norte-americanos estudam com mais detalhe os combates e os atos que qualificam como heroicos nos campos de enfrentamento bélico). Fora dos EUA a guerra fica em um plano secundário ou nem é realmente abordada, pois a ênfase se dá sobre o plano filosófico do processo, que é vinculado ao Iluminismo. Outro apontamento foi de que a Revolução Americana é abordada como “nota de rodapé da Revolução Francesa” (que ocorreu posteriormente), deixando de lado o caráter do processo estadunidense como catalisador da onda revolucionária de todo aquele contexto internacional. Sim, claro, foi percebido também que há lugares onde não dão a mínima para a independência dos EUA e o tema não é ensinado nas escolas.

Os britânicos, por exemplo, não aprendem praticamente nada sobre a Revolução Americana nas escolas. No máximo, eles associam o evento nos EUA ao próprio processo da Revolução Inglesa e das ideias e práticas derivadas dela (aí incluem as contribuições pensamento de John Locke como fator que influenciou os revolucionários da ex-colônia). Enfim, percebeu-se que história ensinada na Europa é basicamente a História da Europa. E mais: Atribuem por lá relativamente pouca importância para a Revolução Americana e um indício disso é até o fato de que o avanço do Império Britânico ocorreu justamente após a independência dos EUA – como se a separação entre colônia e metrópole não tivesse surtido nenhum efeito sobre o destino da Inglaterra e também não repercutindo sobre os rumos da Europa.

Na coleta de indícios sobre o ensino a respeito da Revolução Americana, o autor do levantamento também registrou o depoimento de alguém do Brasil, resposta que convém citar:

“Fui ensinado sobre o fato, mas superficialmente. Geralmente o fato é apontado como um passo importante para se compreender a Revolução Francesa de 1789, como demonstração de que o Iluminismo era mais do que apenas filosofia e que poderia gerar um sistema político real. No entanto, como muitos professores de história brasileiros possuem preconceitos antiamericanos acabam não dando a devida atenção para o tema nem em seus próprios estudos”.

h1

Benito Mussolini em uma de suas poses mais infelizes

julho 19, 2015
h1

Mapa da produção científica mundial

julho 16, 2015

1338794842659401797

Esta imagem estranha acima representa a produção científica mundial, ilustrando bem o grau de diferença e desigualdade na geração de conhecimento no planeta. O hemisfério norte está muito adiante da parte sul e isso tem relação com outros parâmetros diferenciadores entre estas duas partes do mundo.

Investimentos são necessários para produção de pesquisas científicas e no sul faltam capitais disponíveis para muitas necessidades elementares e, obviamente, isso afeta o desenvolvimento de ciência, tecnologia e conhecimento de forma geral. Além das dificuldades meramente financeiras, persistem também obstáculos técnicos que são indicados até pela qualidade e acesso à internet, disponibilidade de laboratórios, equipamentos e integração entre pesquisadores.

Esta situação contribui ainda mais para o quadro de desequilíbrios globais.

Os dados que resultaram no mapa são baseados em publicações em revistas científicas de “alto impacto” e excluem outras plataformas de publicação ou registro de produção científica (como volume de teses, monografias, relatórios) e também aferem adequadamente o ambiente das pesquisas sociais (que possuem parâmetros distintos para a constituição de saberes científicos), mas indicam que a necessidade de financiar pesquisas e infra-estrutura científica é um fato concreto.

h1

Baixa tecnologia também foi empregada na Segunda Guerra Mundial

junho 23, 2015

Não apenas por meio de bomba atômica, caças e tanques poderosos que a Segunda Guerra Mundial será lembrada. No conflito também foram empregados recursos nada avançados e que cumpriram suas finalidades. Aqui estão alguns exemplos.

  • Biplanos

Os velhos aviões usados na Primeira Guerra contrastaram com as aeronaves modernas com as quais dividiam os céus. A aviação avançou bastante entre as duas guerras, mas isso não descartou de vez o emprego dos aviões com tecnologia mais antiga.

biplano-falco

FIAT C.4.42 Falco

O FIAT C.4.42 Falco era um exemplo de modelo que persistia numa engenharia tida como obsoleta, mas o pequeno avião italiano entrou em combate mesmo assim – até maio de 1945 os velhos Falco eram empregados em ataques.

Biplano soviético largamente empregado em combate

Biplano soviético largamente empregado em combate

Também teve destaque o britânico Gloster Gladiator SS37, último modelo dessa categoria utilizado pela RAF, e o soviético Polikarpov PO-2, que os alemães pejorativamente chamavam de “máquina de costura”, mas que que lhes causaram grande estrago na Batalha de Stalingrado, sobretudo através de ataques noturnos conduzidos principalmente por mulheres pilotos russas que faziam os aviões planarem com os motores desligados sobre os inimigos em solo.

  • Cavalaria
Cavalaria polonesa na Batalha do Bzura, em 1939

Cavalaria polonesa na Batalha do Bzura, em 1939

Na Primeira Guerra as tropas montadas perderam o status de força de combate eficiente, mas isso não significou a completa extinção desse tipo de grupamento. Mesmo o poderoso exército nazista possuía quatro divisões montadas durante a Segunda Guerra e os soviéticos mantiveram treze – consta que mesmo os EUA estavam, em 1941, constituindo uma divisão com mais de 20.000 cavalos.

  • Transporte animal
Soldados alemães na Criméia

Soldados alemães na Criméia

A guerra não foi totalmente motorizada quando as operações de logística eram realizadas. Para fins estruturais também foram empregados animais de tração em diversos serviços e os alemães mantiveram por volta de 1,1 milhão da cavalos em operação para serviços logísticos.

  • Pombo correio
Forças aliadas acionando um pombo correio

Forças aliadas acionando um pombo correio

Essa prática introduzida pelos antigos persas não foi abandonada na Segunda Guerra Mundial, pois pombos treinados voavam transmitindo mensagens através de campos de batalha. Os britânicos chegaram a empregar mais de 250 mil aves durante a guerra e possuíam um departamento especializado nesse tipo de atividade em suas Forças Armadas. Os pombos reduziam a possibilidade de interceptação de comunicação – o que era comum no emprego de sinal de rádio – e diminuíam a dependência de recursos então tidos como de alta tecnologia.

  • Sinalização visual
Comandante de tanque russo após êxito em combate ao lado de um tanque alemão Tigre I vencido em combate

Comandante de tanque russo após êxito em combate ao lado de um tanque alemão Tigre I vencido em combate

Usualmente associada à comunicação marítima e também aérea, a sinalização visual também foi empregada nas divisões motorizadas soviéticas (o mais comum seria imaginar o emprego de rádio entre os tanques de guerra, como faziam os alemães e norte-americanos). Eram utilizados semáforos luminosos para sinalizar estratégias e comandos mesmo nos poderosos tanques T-34, que tanto atormentaram os alemães.

  • Trincheiras
Trincheira em Leningrado, 1942

Trincheira em Leningrado, 1942

Por séculos as trincheiras eram empregadas em combates e aparentemente perderiam sentido diante da ofensiva tecnológica e da infantaria motorizada, mas na Segunda Guerra Mundial as escavações eram também altamente empregadas. Na Batalha de Sebastopol, na Criméia, os soviéticos estruturaram um complexo de trincheiras para enfrentar a artilharia alemã, mas esse não é um exemplo isolado do emprego dos fossos fortificados, pois em vários campos de batalha o antigo método de defesa foi utilizado seja pelos Aliados quanto também pelos integrantes do Eixo.

  • Inundação
Inundação provocada por alemães na Holanda, 1944

Inundação provocada por alemães na Holanda, 1944

Também não era nenhuma novidade a manipulação de cursos e fluxos de água com finalidade bélica – o que ocorria por meio da destruição de diques e represas – e não faltaram apelos para essa tática. Os alemães deixaram um rastro de inundações provocadas ao destruírem estruturas de represamento quando recuavam de suas posições a partir de 1944, o que retardava o avanço de seus inimigos que pressionavam e cercavam as tropas nazistas.

  • Guerra biológica
Integrantes da temida Unidade 731, do Exército Imperial do Japão, especializada em guerra biológica

Integrantes da temida Unidade 731, do Exército Imperial do Japão, especializada em guerra biológica

Agentes infecciosos e veneno também eram empregados como armas. O apelo para a contaminação já era usado na Antiguidade e na Idade Média, mas não foi abandonado na Segunda Guerra Mundial. Disseminar toxinas ou patógenos foi prática no conflito e, por exemplo, japoneses contaminavam fontes de água potável em aldeias chinesas para disseminar cólera e tifo.

h1

Abandono do histórico Cosmódromo de Baikonur

junho 22, 2015

bbur701

A União Soviética foi pioneira em algumas das mais notáveis experiências espaciais desde os anos 1960, mas muito da infra-estrutura que ajudou a constituir uma potência científica está hoje entregue ao abandono. O fotógrafo russo Ralph Mirebs registrou o estado de deterioração que domina o outrora imponente Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, que tem importância histórica como a primeira base de lançamento de foguetes do mundo, além de ter sido de lá lançados o satélite Sputnik I, a missão orbital de Yuri Gagarin e projetos como Soyuz e o Programa Buran.

No que sobrou do cosmódromo duas naves repousam diante da degradação e em meio a detritos. Também estão por lá equipamentos que já foram sofisticados aparatos de navegação tripulada e não tripulada em missões espaciais soviéticas.

Este slideshow necessita de JavaScript.

h1

Armas falsas e estratégias de enganação na Segunda Guerra Mundial

junho 21, 2015

1291450946960010130

Durante a Segunda Guerra Mundial enganar o inimigo poderia ser tão decisivo quanto vencê-lo numa batalha. Para isso os contendedores usavam a criatividade para iludir seus oponentes e criar falsas impressões, tendo utilizado meios para enganar através de objetos e cenários falsos. A malandragem de guerra envolvia a elaboração de sofisticados artifícios como veículos infláveis, armas que não tinham efetividade destrutiva, soldados e até cidades “fake”. Os exemplos eram curiosíssimos.

Canhão inflável: A única explosão que poderia causar seria dele mesmo caso a borracha fosse rompida ou enchido demais.

Canhão inflável: A única explosão que poderia causar seria dele mesmo caso a borracha fosse rompida ou enchido demais.

Além de tanques e outros veículos de borracha que serviam para criar a ilusão de que os comboios militares eram maiores do que realmente costumavam ser (o gif acima demonstra criações do exército dos EUA), valiam outras armações como sistemas de som que reproduziam estrondos de explosões e ruídos de veículos terrestres e aviões inexistentes, que provocavam terror entre os inimigos que achavam que estavam diante de forças que não poderia enfrentar ou conter (clique e confira).

Até em ataques aéreos os Aliados empregavam paraquedistas falsos para influenciar uma perspectiva enganadora do volume da ofensiva através do emprego de bonecos (que os norte-americanos chamavam de Oscar e os britânicos chamavam de Rupert). E, claro, é conhecido o emprego em larga escala de navios falsos para despistar os nazistas por ocasião da execução estratégica do Dia D.

Outra curiosa aplicação da falsidade foi realizada para esconder as instalações da Boeing (que produzia significativa parte das aeronaves de guerra dos EUA), em Seattle. Com receio de um bombardeio alemão, uma cidade falsa de 25 hectares foi inteiramente foi montada sobre a fábrica

h1

As pirâmides do Sudão

junho 11, 2015

01

Mais de 200 pirâmides ao longo do Nilo simplesmente não fazem parte do famoso e incrível legado egípcio, pois, na verdade, constituem acervo do Reino de Kush e que ocupava áreas do atual Sudão. Neste reino africano constituíram-se cidades e Méroe é uma das mais impressionantes. Em Méroe pequenas pirâmides estreitas e acentuadamente angulares foram construídas entre 2.700 e 2.300 anos atrás. Os elementos decorativos eram ecléticos, sofrendo influências estrangeiras oriundas do Egito, da Grécia e de Roma.

Clique nas imagens para ampliar.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.297 outros seguidores