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Massacre da idade da pedra oferece evidência mais antiga da ocorrência guerras

janeiro 21, 2016

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Esqueleto de homem contendo diversas lesões cranianas

Em Nataruk, perto do Lago Turkana, no Quênia, foram encontradas evidências seguras e comprovadas da ocorrência de uma batalha entre caçadores-coletores nômades pré-históricos. O conflito ocorreu por volta de 10.000 anos atrás e atos brutais fizeram parte da luta, pois diversos crânios com fraturas graves, incluindo ferimentos faciais, além de ossos quebrados de mãos, joelhos, costelas e pontas de flechas ainda cravadas em ossos foram descobertos no cenário da guerra. Uma mulher nos últimos estágios de gravidez foi encontrada com antebraços e pernas cruzados (porque estavam provavelmente presos), tendo joelhos fraturados. Um esqueleto de homem foi descoberto contendo no crânio um fragmento de lâmina de obsidiana – um tipo de vidro vulcânico forte e cortante – e, além desse ferimento, com esmagamento facial provavelmente causado por uma clava de madeira.

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Esqueleto feminino com fraturas e indícios de que a vítima pode ter sido amarrada antes de morrer

Os restos mortais fossilizados foram preservados em uma antiga área pantanosa que secou há milhares de anos, indicando que por ocasião do conflito a região era fértil e com favoráveis meios e condições para sobrevivência. Por conta disso cientistas avaliam que o Massacre de Nataruk pode ter sido resultado de de disputas por recursos e territórios, além da possibilidade de uma ação de pilhagem de alimentos armazenados em potes.

Os pesquisadores da Universidade de Cambridge envolvidos nas escavações concluem que o Massacre de Nataruk é um indício de que a violência é mesmo uma prática comum entre os humanos desde tempos remotos.

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Produzindo pesquisa histórica na escola: Investigando a história do bairro

janeiro 15, 2016

No ano passado, por meio de uma iniciativa do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID/UFPE, atuamos numa arrojada missão de revelar a história do bairro de Jardim São Paulo, em Recife, numa ação que envolveu estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio Professor Trajano de Mendonça e bolsistas do programa vinculados ao curso de Licenciatura em História da Universidade Federal de Pernambuco. Foi a primeira vez que a história da comunidade foi abordada de forma sistematizada e criteriosa com essa diversidade de agentes envolvidos na pesquisa com a finalidade de divulgar o que foi pesquisado e valorizar a memória local.

Projetos como esse são inspiradores e servem como primoroso laboratório de pesquisa e e produção de conhecimento histórico.

O trabalho foi sintetizado num site que agora serve de referência para futuras pesquisas e como fonte de informações para um público diversificado. CLIQUE AQUI PARA CONFERIR.

 

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Uma publicação interativa do século XVII

janeiro 12, 2016

 

 

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Em 1613 foi publicada uma interessante obra de anatomia sob o título de Catoptrum Microcosmicum. O livro recebeu traduções, foi um sucesso editorial por mais de 150 anos e tinha uma característica interessante: Suas páginas possuíam abas dobráveis sobre as ilustrações para possibilitar aos leitores a sensação de visualizar o corpo através de camadas.

A experiência didática do livro traz uma figura masculina e outra feminina representados de frente e de trás, além de um torso de uma mulher grávida.

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Museu do Egito Itinerante em Irajá (RJ)

outubro 27, 2015

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Até o dia 31 de dezembro, o Shopping Via Brasil, de Irajá, sediará a exposição Museu Egípcio Itinerante. Com foco na cultura do Antigo Egito, o projeto apresenta peças assinadas pelo artista plástico Essam Elbattal e busca disseminar a história da civilização egípcia. No espaço, os aventureiros podem observar itens relacionados à política, arte, economia e religião da época. A entrada custa R$10,00 por pessoa e está localizada no 1º piso, na entrada principal.

São cerca de 100 objetos expostos como as réplicas de peças famosas como “O escriba” e “O busto inacabado de Nefertiti”. Lançada em 1996, a exposição já ganhou mais de 150 edições, com passagem por cidades do Brasil e da América Latina. O Shopping Via Brasil funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos 13h às 21h e feriados das 15h às 21h e está localizado na Rua Itapera, 500 – Irajá – Rio de Janeiro. Mais informações pelo telefone (21) 3445-8850 ou pela fan page www.facebook.com/shoppingviabrasil.

SERVIÇO
MUSEU EGÍPCIO ITINERANTE NO SHOPPING VIA BRASIL
Período: até 31 de dezembro
Horário de funcionamento: segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos, das 13h às 21h.
Classificação: Livre
Entrada: R$10,00
Informações: (21) 3445-8850 ou www.shoppingviabrasil.com

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As estações espaciais infláveis da NASA

outubro 20, 2015

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Construir uma estação espacial inflável fez parte dos planos da NASA por um tempo. A ideia parecia boa: A estação seria leve, portátil (seria facilmente empacotada quando esvaziada) e mais barata que qualquer outro conceito ou projeto. Protótipos de 9 e 7 metros de diâmetro foram montados com ajuda da Goodyear em 1961 e podiam comportar dois astronautas para missões longas no espaço. As estações foram confeccionadas com material especial e funcionariam com energia solar. Enfim, parecia ser uma ótima ideia, exceto um pequeno detalhe: As estações poderiam ser facilmente vulneráveis diante de impactos de pequenos meteoritos ou de acidentes ocorridos em seu interior.

O projeto nunca chegou a virar realidade.

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Médicos da Peste: A sombria aparência de quem tratava de doenças contagiosas e epidêmicas na Idade Média

outubro 20, 2015

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A sinistra figura do médico da peste era encarregado de lidar com doentes afetados pelas moléstias infecto-contagiosas que atormentavam a Idade Média. Devia ser assustador ver aquela imagem de um ser bizarro caminhando entre doentes graves.

Médicos costumavam usar chapéus característicos e aquele que lidava com pestes não abria mão do acessório na composição da sombria indumentária que vestia. Uma máscara (geralmente preta) com bico era assemelhada a uma cabeça de ave e possuía em seu interior uma composição de perfumes e ervas que ajudariam a lidar com os ares infectos (os miasmas) que acreditavam agir no processo de contaminação. O casacão de couro preto estava integrado à máscara por meio de um capuz para não deixar a pele do médico exposta a riscos contaminantes e o conjunto de couro era também composto por luvas, botas e pela calça que estava sob o longo casaco e tudo era bem encerado para impedir que líquidos viessem a molhar a vestimenta. A composição ficava completa com outros itens, a exemplo de uma vara e uma longa colher para impedir contatos com os doentes.

Aquela visão de um corvo humano não era desvinculada da morte seja pela aparência como também pela própria condição de lidar com pessoas que estavam padecendo de uma moléstia fatal.

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Divindades do submundo mitológico egípcio

outubro 9, 2015

A mitologia egípcia é fabulosa e cheia de narrativas e divindades interessantes. As mais conhecidas figuras dessa rica mitologia incluem Rá, Osíris, Ísis, Hórus e Anúbis, mas há várias outras divindades interessantes e até mesmo terríveis.

  • Mafdet

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Geralmente representada por uma mulher com cabeça de gata ou simplesmente como uma gata de corpo inteiro, ela estava vinculada aos carrascos e matadores, sendo uma espécie de divindade das execuções fatais.

  • Ammit

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Era o “Devorador da Morte”, composto por partes de feras como leão, hipopótamo e crocodilo. Possuía importante papel diante do julgamento dos mortos, atuando depois que Anúbis pesava o coração daquele que deixou o mundo dos vivos. Para o favorecimento do morto seu coração não poderia ser mais pesado que uma pena de Ma’at, divindade da justiça, pois o contrário resultaria num fim trágico, quando Ammit devoraria o coração impuro e a alma impura ficaria vagando.

  • Shesmu

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Dá para vincular mortes violentas e vinho? Shesmu fazia isso, pois a ele era atribuída a curiosa (e bizarra) atribuição de degolar transgressores e preparar uma espécie de vinho com o sangue de suas vítimas, que era também servido em seus crânios. O aperitivo era bebericado pelos que chegavam no Mundo dos Mortos durante um tipo de “recepção” de boas-vindas.

  • Babi

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O babuíno Babi também é uma divindade do submundo da mitologia egípcia. Seu pênis servia de mastro na balsa que transportava almas para o além e invocar seu nome enquanto se vivia era uma forma de garantir uma ativa vida sexual após a morte. Um perigo de Babi era sua travessura de poder parar em entranhas de gente viva, o que causava medo em muita gente.

  • Ahti

Com cabeça de vespa e corpo de hipopótamo, Ahti é tão maldita que sabe-se muito pouco sobre ela além de raras referências em escritos antigos. Sua figura descrita já sinalizava que ela não estava de acordo com nada que pudesse ser bom e a maldade é a única característica que se registrou a seu respeito.

  • Satet

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Os egípcios possuíam várias divindades da guerra e Satet era uma delas. Ela defendia o sul do reino e atirava sobre os inimigos do Faraó suas poderosas flechas. Mas além dessa atribuição hostil ela era também uma deusa da fertilidade (uma entre outras).

  • Menhit

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Era outra deusa felina e outra deusa da guerra, descrita como esposa de Menthu, que também era deus da guerra, constituindo então um casal nada amistoso para os inimigos do Egito. Seu nome pode ser traduzido como “matadouro”, “sacrificar” ou “massacrar”… enfim, nomes que também inspiravam pouca simpatia.

  • Maahes

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Filho de Bast e Rá, era outro deus da guerra e acrescentava também a atribuição de ser divindade do tempo. Tinha aspecto leonino e era muito invocado quando o assunto era vingança.

  • Pakhet

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A deusa felina (com cabeça de leoa) vagava em busca de presas e isso amedrontava viajantes, que eram atormentado por pesadelos motivados pelo pânico de virar caça da divindade.

  • Am-heh

Am-heh

Com corpo de homem e cabeça de cachorro, vivendo num lago de fogo, era tão bravo que somente Aton, o Pai dos Deuses, poderia controlar essa criatura raivosa cujo nome significava “Devorador de Milhões”.

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