Posts Tagged ‘Civilização Romana’

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Amuletos romanos em forma de pênis alados utilizados para proteção

dezembro 31, 2016

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O misticismo era um usual meio empregado pelos antigos como forma de combater as moléstias e buscar cura e garantia de saúde. Os romanos utilizavam amuletos fálicos, conhecidos como “fascinum”, com o propósito de aumentar a energia sexual, capacidade reprodutiva e prevenir contra doenças que afetassem o desempenho sexual ou mesmo com interesses mais abrangentes de proteção contra qualquer doença. Outro uso muito comum e popular do fascinum era o de evitar o mau olhado e efeitos da inveja. Ainda na infância e adolescência os meninos já ostentavam esses símbolos com o intuito protetor, mas não era incomum que a precaução fosse empregada pelo pais mesmo quando seus filhos eram bebês.

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Fascinum de Pompéia

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Variações galo-romanos de amuletos fascinum em bronze

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26 mil figuras de Playmobil reproduzem uma batalha entre Roma e Cartago

dezembro 12, 2016

O colecionador Jean-Michel Leuillier reuniu uma incrível montagem inspirada na épica Batalha de Zama num ginásio de esportes da cidade de Heyrieux, no sudeste da França. Ele utilizou mais de 26 mil figuras de Playmobil caracterizadas e levou três dias montando o lindo diorama histórico.

A Batalha de Zama ocorreu 202aC, com confronto de mais 40 persas contra mais de 35 mil romanos e representou o fim das Guerras Púnicas.

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Animação: O último dia em Pompéia

julho 12, 2016

O poderoso Vesúvio ainda é um ameaçador vulcão ativo localizado na costa oeste italiana. O terror associado ao vulcão não se restringe a seu potencial destrutivo, que pode afetar pequenas cidades próximas ou a metrópole Nápoles, mas também a uma história conhecida e trágica que é a famigerada erupção do ano 79 da Era Cristã que devastou Pompéia, que mal se recuperava de outro desastre natural 17 anos antes, quando um terremoto sacudiu a cidade.

Essa interessante reconstituição digital do desastre de Pompéia foi produzida para uma exibição no Museu de Melbourne, na Austrália, e mostra a evolução da destruição a partir de um a perspectiva virtual na própria cidade. Em menos de 10 minutos acompanhe horas da evolução arrasadora da erupção do Vesúvio.

 

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Tesouros perdidos do mundo antigo – Roma

janeiro 19, 2011

O poder, a grandeza e a imponência das realizações dos romanos.

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As 16 datas que mudaram o mundo: 2- A QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO

outubro 16, 2008
Pierre Miquel (1930-2007)

Por Pierre Miquel (1930-2007) – Historiador francês

O antes de 476 é a ficção da unidade do mundo romano, que se mantém vivo até então por meios artificiais e se torna cristão a partir do reino de Teodósio. O império do Ocidente só continua no lugar pela forte resistência do império do Oriente, mais sólido.

O depois de 476, muito tempo após as grandes invasões, constitui a ruptura da unidade do mundo mediterrâneo com o desaparecimento definitivo do império romano do Ocidente. É também o aumento da intolerância religiosa em consequência do crescimento das primeiras heresias nos reinos bárbaros, que contribui para impedir a reconstituição de uma unidade.

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Por que Ravena? Porque a cidade eterna não é mais segura, ela não garante mais a segurança da corte e do imperador. Roma foi tomada de assalto, pilhada durante três dias pelo chefe visigodo Alarico em 410. Desde então, a corte imperial mudou-se para o norte, antes de instalar-se em 404, com o imperador Honório, na pequena cidade de Ravena, atônita com tanta honra. De fato, a escolha de Ravena foi calculada para permitir à corte de fugir, em caso de perigo urgente, em direção a Constantinopla pelo mar.

Os bárbaros que ameaçam o império do Ocidente vêm do norte e do leste da Europa, em uma grande migração de povos cavaleiros vindos das montanhas de Altaí, nos confins da China, e constantemente empurrados para o oeste pelo mais ofensivo de todos, os hunos.

A fome os move, assim como as necessidades de pasto para os cavalos e os rebanhos. Eles foram, por muito tempo, mantidos afastados pelas muralhas romanas construídas ao longo do Reno e do Danúbio, o limes, mas, em 406, um impressionante deslocamento de povos, perseguidos pelos hunos, ultrapassou o Reno, em Mainz, para se precipitar sobre o império do Ocidente. No passado, Roma acolhia legalmente esses bárbaros estabelecendo com eles um acordo (foedus) para instalá-los nos territórios que precisavam de mão-de-obra, ou para engajá-los no exército. Mas, em 406, sem esperança de retorno e sem nenhuma permissão, é toda uma massa de povos que atravessa o rio. Não há, a partir de então, nenhuma fronteira protetora em torno do mundo romano.

Os imperadores, desprovidos de soldados, não têm os meios para resistir. Os cidadãos romanos não querem mais combater, nem pagar impostos, nem mesmo exercer as funções administrativas. Os últimos imperadores são obrigados a engajar bárbaros, como Estilicão, para comandar seus exércitos, e esses generais escolhem seus homens entre os de sua nação.

O poder escapa aos senhores do império. Nele, nas cidades e vilarejos, os bispos são os únicos herdeiros da administração de Roma, mas nos pagi, ou burgos rurais, os pagani (camponeses) rebeldes à religião católica não pagam mais impostos e não obedecem a mais ninguém. No exército, só se conta com os bárbaros. São os generais bárbaros que comandam a situação.

Os imperadores sucedem-se no pequeno porto de Ravena, onde Augusto havia instalado uma parte da frota militar. A região pantanosa e isolada não pode ser alcançada sem riscos. Mas sobretudo o imperador e a corte podem ser retirados pelo mar. Ravena é um refúgio nauseabundo, infestado de mosquitos, o único lugar onde o império ainda pode ter continuidade. Nela são construídos palácios suntuosos e a basílica de São Vital, decorada de mosaicos brilhantes como se a corte imperial fosse ali residir durante séculos.

Os chefes visigodos, mais tarde Átila, ousam pedir as filhas da família imperial como esposas. Os povos instalam-se com o estatuto de federados de Roma nas terras do império, mantêm suas leis, seus chefes, suas famílias. Eles exigem uma parte das terras e dos escravos para assegurar a subsistência. O império não existe mais. Estilicão, o chefe bárbaro dos exércitos romanos, instala o fraco imperador Honório em Ravena. Imperadores e chefes da milícia são constantemente degolados por mercenários pagos pelos rivais. Um chefe da milícia romana, Orestes, toma o poder pela força em 475 e instala seu próprio filho, Rômulo, no trono. Mas Orestes é, por sua vez, morto por Odoacro, o chefe dos mercenários bárbaros; este é, então, proclamado rei pelos seus soldados, considerando que o Império Romano do Ocidente não tem mais razão de existir.

Na realidade os povos bárbaros já tinham tomado vastas regiões que eles haviam organizado em reinos. Assim, os alamanos na Alsácia, os burgúndios na Suíça e depois na Borgonha, os francos no norte da Gália, os visigodos no sudoeste e na Espanha, os ostrogodos na Itália e na Provença, os vândalos na África do Norte.

O título de imperador do Ocidente perdia todo o sentido. Os bárbaros dispunham de terras e dominavam os vilarejos. Eles impunham seu direito, seus usos e costumes, e recusavam-se a obedecer à justiça de Roma. Exigiam das ricas romanas a distribuição de terras, para lhes assegurar sua proteção. Eles mesmos cobravam os impostos e engajavam os camponeses para os trabalhos. Tornaram-se, como Sidônio Apolinário, em Auvérnia, os co-proprietários da terra, cuja produção era a única riqueza naqueles tempos de isolamento e de insegurança e onde o comércio praticamente havia desaparecido.

Eles não eram mais pagãos, mas cristãos convertidos ao arianismo; logo, inimigos da religião dos bispos de Roma, de quem eles saqueiam as igrejas, pilham os tesouros. Na Provença e em Toulouse, o godo Teodorico estabeleceu seu poder em vastas regiões, assegurando o culto ariano nas igrejas.

Na África e na Espanha, Genserico, o Vândalo, de religião arianista, tornou-se o chefe levado pelo conde Bonifácio, um influente romano revoltado contra o imperador Valentiniano III. Santo Agostinho, escandalizado, tentara mostrar a Bonifácio o perigo de sua iniciativa, que entregava uma província inteira à heresia, mas era muito tarde. Bonifácio era incapaz de conter Genserico. Em Cartago, ele, que já havia se tornado rei, forçaria em 442 o imperador a reconhecer seu poder. Para, logo após, começar a perseguir os cristãos ortodoxos, exilando os padres, roubando os tesouros das igrejas.

Chamado na Itália pela imperatriz Eudóxia para vingar o assassinato do imperador Valentiniano, ele disso se aproveitará para tomar e pilhar Roma em 455, para apoderar-se dos tesouros públicos e obrigar Eudóxia a se casar com seu filho Hunerico.

Em 476, ele é o senhor da África, da Córsega, da Sardenha, da Sicília e das Baleares. Seu reino é reconhecido pelo imperador de Constantinopla.

Neste momento, o imperador do Ocidente refugiado em Ravena não tem mais nenhuma autoridade. Rômulo, chamado, com desprezo, de Augústulo, o pequeno augusto, é o último dos imperadores romanos do Ocidente. Odoacro, chefe dos hérulos, ávido em tomar o poder, prende-o em uma vila da Campânia, com uma renda confortável. Assim, desaparece o último imperador que usava ao mesmo tempo o nome de fundador de Roma e o de fundador do império.

As insígnias imperiais foram transportadas para Constantinopla, onde o império se manteve até 1453. Chamava-se doravante império bizantino, porque havia tomado o nome grego da capital, Bizâncio. Mas o império não representava nenhuma realidade no Ocidente. Os reinos bárbaros haviam ocupado seu lugar. O papa bispo de Roma era a única autoridade cristã ortodoxa que, na impossibilidade de combatê-los, pôde compactuar com os bárbaros.

O que vem a seguir ao ano de 476 não é somente a decomposição do império no oeste, é antes de tudo o desencadeamento das primeiras guerras de religião. A oeste da Europa, os bárbaros vindos da Escandinávia, das planícies russas e da longínqua Sibéria estabelecem reinos e nem todos são pagãos; embora eles se considerem cristãos, são rejeitados pelos cristãos de religião romana. Na realidade, foram convertidos ao cristianismo por Ário, considerado pelos bispos de Roma como herético. Os papas, contra esses reis arianistas, estão, desse modo, constantemente em uma posição defensiva.

Será necessário esperar o batismo de Clóvis para que a Igreja possa se apoiar no Ocidente em um primeiro reino cristão ortodoxo. Todos os outros eram hostis aos bispos e perseguidores de cristãos. As guerras mantidas por Clóvis a partir de sua conversão têm uma finalidade religiosa. Ele casou-se com uma princesa burgunda, Clotilde. Os burgúndios são arianistas; Clotilde, porém, é católica: sua influência e a dos bispos Avit e Remi levam-no a se converter. Clóvis torna-se assim, aos olhos do público católico, o único rei legítimo dos reinos bárbaros. “Vossa fé é a nossa vitória”, lhe escreve Avit, bispo na região burgúndia, em Viena.

Os reis arianistas defendem-se, reagrupam-se em torno do ostrogodo Teodorico. Eles constituem uma liga contra Clóvis, que mantém uma campanha contra o exército burgúndio de seu sogro, a quem impõe um tributo, no ano 500. A vitória de Vouillé contra o visigodo Alarico II, em 507, permite-lhe dominar a Aquitânia, mas a Provença, nas mãos de Teodorico, resiste até o fim e proíbe ao franco chegar até o Mediterrâneo a leste do Reno. O imperador do Oriente, Atanásio, reconhece o reino de Clóvis e lhe dá os títulos romanos de patrício e de cônsul, como se ele fosse, entre todos os bárbaros, o único digno de suceder ao imperador do Ocidente.

Clóvis reina da Bélgica aos Pireneus, mas o reino franco perde sua unidade com a morte de seu chefe. Seus quatro filhos, Thierry, Childerico, Clodomir e Clotário, o dividem entre si. Será necessário muito esforço ao mais ativo dos merovíngios, Dagoberto, para tentar restabelecer a unidade perdida e assentar a Igreja Católica em um Estado não contestado.

A partir de 631, com a ajuda do ministro Elói, Clóvis começa a reconstituir o reino e conclui com o imperador de Bizâncio um tratado de amizade, pois Dagoberto é também um rei bastante cristão, que mantém contra os pagãos saxões e eslavos uma guerra implacável. Mas, com sua morte em 639, o reino católico é novamente desfeito pela divisão. Os reis merovíngios não souberam resolver o problema da sucessão. Depois de Dagoberto, os prefeitos do palácio governam e se engalfinham.

Os soberanos bárbaros têm, todos, os olhos fixos no Oriente, como se o reconhecimento de seu Estado pelo imperador fosse um voto de solidez. Porém, o império do Ocidente não existe mais. A própria religião aceita pelos imperadores desde Constantino é ameaçada pelos bárbaros tornados heréticos, ou, como é o caso dos saxões, continuam pagãos. Um longo período de guerras e de desordens começa na Europa.

O cristianismo consegue melhorar ligeiramente os costumes selvagens dos bárbaros. Mesmo se são batizados, eles usam os monastérios para enclausurar pela força seus rivais, matam-se alegremente entre si, e, para manter a unidade do reino, nunca hesitam diante de um assassinato político, nem mesmo Clóvis.

As últimas invasões, as dos normandos na Gália e as dos lombardos na Itália, são as mais selvagens. Os normandos são pagãos e pilham sem remorsos as igrejas, de onde levam os tesouros. Eles encontraram, na Gália, os santuários ricos em doações feitas pelos fiéis, como São Martim de Tours, ou Poitiers, cidade da santa Radegonde. Suas expedições, ao longo dos rios, são razias destinadas a se apoderar dos objetos preciosos e do ouro doado aos santos pelos fiéis.

Os lombardos não são menos selvagens. Meio pagãos, meio cristãos arianistas, eles atravessaram os Alpes em 568, sob a chefia do rei Alboin, para espalharem-se pela planície do Pó, e a saquearam. Eles instalaram-se em torno de Pávia e questionavam constantemente o poder e a independência do papa, mesmo este conseguindo convertê-los a partir do século VIL

Os casamentos dos chefes bárbaros com princesas católicas influenciadas pelos bispos são então o melhor método de conversão. É necessário casar o rei Agilulf com uma princesa da Baviera, para que ele deixe batizar seus filhos. A política dos bispos é, então, a da conversão dos reis. Eles conseguem a do rei lombardo Liutprand e, na Normandia, a do chefe Rolando, que é batizado com o nome de Roberto e recebe em casamento a filha do rei franco, Carlos, o Simples. A conversão dos reis é então, num contexto de selvagens afrontamentos, onde a religião tem um papel dominante, a única carta do papa e dos bispos. Eles não são em nada protegidos por nenhum poder civil forte.

Pequena Cronologia


1. O papado

  • Fim do século I, aproximadamente em 96: Superioridade do bispo de Roma afirmada pela epístola de São Clemente à Igreja de Corinto.
  • Aproximadamente em 107: Testemunho de Santo Inácio de Antioquia.
  • Século II: Cipriano, bispo de Cartago, chama a Igreja romana de “a igreja principal, na qual se origina a unidade do sacerdócio”. Já é a confirmação do poder espiritual do bispo de Roma, que ostenta o nome de papa Cornélio.
  • 347: No Concílio de Sárdica, os bispos atribuem ao papa o direito de apelação sobre uma sentença mantida contra um bispo pelo sínodo de sua província. É o começo de uma justiça, logo de uma administração pontifícia.
  • 385: O papa Sirício publica o primeiro decreto afirmando que a lei da Igreja romana é válida, portanto aplicável para toda a cristandade.
  • 440-461: Leão, o Grande, negocia com Átila e com Genserico. 590-604: Papado de Gregório I, o Grande, chamado de o “cônsul de Deus”. Ele é o primeiro a se afastar do império do Oriente para afirmar seu poder espiritual e mesmo temporal contra os bárbaros do Ocidente. Ele negocia tratados e estabelece alianças como um soberano.
  • De uma família patrícia de Roma, filho de senador, ele tem experiência em administração imperial, tendo sido prefeito da cidade em torno de 573. Ele experimenta também um período de meditação religiosa quando se torna monge em seu palácio do monte Célio, que é transformado em monastério. O papa Pelágio II tira-o de seu refúgio para enviá-lo como núncio a Constantinopla. Ali ele constata a indiferença dos patriarcas e dos imperadores pelo destino da Igreja romana ameaçada pelos bárbaros. Ele compreende que a única solução para salvar a Igreja, quando é eleito papa em 590, é a conversão dos reis bárbaros.
  • Gregório I considera-se o chefe da Itália e negocia diretamente com os lombardos em 592. Ele estabelece relações com os outros reis bárbaros e principalmente com os francos. Considera-se um elo entre os chefes e seu tutor espiritual. Ele afirma a primazia do bispo de Roma, o Papa, sobre os patriarcas do Oriente e se atribui o título de servus servorum Dei (o servidor dos servidores de Deus). Assim, ele reforma os hábitos da Igreja e impõe aos monges regras estritas. O papa Gregório envia os beneditinos para evangelizar a Grã-Bretanha anglo-saxã. Ele é o verdadeiro primeiro papa a história.

2. Os reinos bárbaros

Os burgúndios

  • 443: Estabelecimento dos burgúndios arianistas no vale alto do Ródano, sob o comando de Gondebaud.
  • 461: Começo da expansão burgúndia. Eles criam um reino que vai da Champanhe até o Durance, das Cévennes até a Suíça.
  • 480: Gondebaud dá ao reino as primeiras leis bárbaras, conhecidas sob o nome de Lei Gombette.
  • 516: Eles se convertem ao cristianismo sob a influência de São Avit, fundador do monastério de São Maurício d’Aghaune, no Vaiais.
  • 534: Anexação do reino burgúndio ao reino franco, após a derrota do rei Gondemar II.

Os vândalos

  • 406: Eles atravessam o Reno com os eslavos e os alanos, para invadir a Gália, e depois a Espanha.
  • 412: Os federados do imperador Honório lutam durante dez anos contra os visigodos.
  • 428: Vão para a África, conduzidos por seu rei Genserico.
  • 439: Tomada de Cartago. Os vândalos tornam-se então piratas temidos em todas as ilhas do Mediterrâneo ocidental.
  • 455. Pilhagem de Roma. Genserico leva como prisioneiras a viúva e as duas filhas do imperador Valentiniano III.
  • 477-484: Reino de Hunerico, o arianista. Perseguição dos católicos.
  • 533: O imperador do Oriente, Justiniano, envia o exército do general Belisário para o Magreb. Ele destrói o reino dos vândalos. A África do Norte volta a ser católica.

Os visigodos e os ostrogodos

  • 376: Os godos do oeste (Wisigoths), arianizados por Ulfilas, pressionados pelos hunos, atravessam o Danúbio.
  • 378: Eles esmagam o exército imperial na batalha de Adrinopla e pilham os Bálcãs.
  • 395: Conduzidos por Alarico, atravessam a Grécia e depois a Itália.
  • 410: Tomada de Roma por Alarico.
  • 415: Conquista da Espanha e do sul da Gália pelos visigodos.
  • 418-451: Teodorico I cria a monarquia visigoda em Toulouse.
  • 507: Em Vouillé, Clóvis, o Católico, destrói a potência ariana visigoda na Gália.
  • 508: Teodorico, rei dos godos do leste (Ostrogoths), estabelece um reino no sul da Itália, na Provença e na costa dálmata.
  • 536-555: Os ostrogodos expulsos da Itália pelo exército bizantino.

Os francos merovíngios

  • 457-481: Childerico I, filho de Meroveu, conduz seu povo da Bélgica até as margens do Somme.
  • 481-511: Seu filho Clóvis, primeiro bárbaro convertido ao catolicismo ortodoxo romano, vence os burgúndios e os visigodos e concretiza a união da Gália.
  • 629-639: Dagoberto reconstitui a união após a divisão do reino entre os filhos de Clóvis.
  • 680: O prefeito do palácio da Austrásia, Pepino de Herstal, reúne a Nêustria e a Austrásia em um único reino.
  • 751: O último merovíngio, Childerico III, é deposto pelo primeiro carolíngio, Pepino, o Breve.