A Dinastia dos Severos governou o Império Romano de 193 d.C até 235 d.C. Uma característica peculiar dessa linhagem era a procedência diversificada dos imperadores, contrastando com as origens italianas da maioria dos predecessores. Foi uma fase de destaque para o poder das elite provinciais, que foram amparadas pelas legiões militares que interferiram diretamente sobre o tumultuado andamento dos processos de sucessão e definição das ações dos governos. O militarismo se sobressaiu enfraquecendo as instituições civis como o Senado e ameaçando a própria autoridade imperial. Para sustentar a militarização, os recursos estatais passaram a ser altamente concentrados nos gastos com a defesa, promoção de guerras e favorecimento da corporação militar através de salários e privilégios, situação que promoveu um constante estado de crise econômica e fiscal. Outro fenômeno característico dessa fase foi o fato de que a influência dos generais rivalizou com a atuação de mulheres importantes envolvidas nas articulações e conspirações que definiram os rumos de Roma.
Septímio Severo: Militarismo e Crise no Império Romano
Septímio Severo, o primeiro imperador romano de origem africana, enfrentou uma época de instabilidade após o caos do “Ano dos Cinco Imperadores”. Subiu ao trono em 193 d.C. com apoio militar, derrotou rivais e consolidou seu governo através de campanhas bem-sucedidas e reformas administrativas. Seu apoio ao exército aprofundou a militarização do império, mas também causou inflação e tensões políticas com o Senado. Morto em 211 d.C., deixou como herança um império militarizado e disputas entre seus filhos, marcando uma fase decisiva da história romana.
Caracala e Geta: Rivalidade e Caos no Comando Romano
Após a morte de Septímio Severo, seus filhos Caracala e Geta assumiram o império em 211 d.C., mas a convivência foi marcada por ódio e divisões políticas. A rivalidade culminou no assassinato de Geta por Caracala, que instituiu uma campanha de perseguição brutal contra apoiadores de seu irmão. Durante seu governo, Caracala aumentou os gastos militares e lançou a “Constitutio Antoniniana”, concedendo cidadania romana a todos os homens livres. Porém, crises internas e insatisfação popular levaram ao seu assassinato em 217, encerrando um reinado repleto de conflitos e ambição.
Macrino: Do Poder à Ruína no Império Romano
Macrino, o primeiro imperador romano não pertencente à aristocracia senatorial, ascendeu ao trono após a morte de Caracala em 217 d.C. Governou com apoio militar, mas suas tentativas de estabilizar o império, como cortes nos gastos do exército e tratados de paz dispendiosos, o tornaram impopular. A oposição liderada por Júlia Mesa culminou em sua derrota na Batalha de Antioquia. Capturado e executado em 218 d.C., Macrino teve seu nome apagado dos registros oficiais, encerrando seu breve e tumultuado reinado.
Elagabalus: O Imperador (ou Imperatriz) Fora dos Padrões de Roma
Elagabalus, que governou Roma entre 218 e 222 d.C., é lembrado por sua conduta escandalosa e identidade controversa. Jovem e sacerdote de uma divindade síria, tentou impor o culto de Elah-Gabal em Roma, além de desafiar normas de gênero ao adotar costumes femininos e se envolver com homens. Apesar de se casar com mulheres, há registros que sugerem que preferia ser tratado como mulher, gerando debates sobre sua identidade de gênero. Seu governo, marcado por decisões impopulares e caos, terminou com sua morte precoce aos 18 anos, mas sua história segue intrigando historiadores e estudiosos.
Alexandre Severo: O Jovem Imperador e a Tentativa de Restaurar Roma
Alexandre Severo, imperador romano aos 13 anos, tentou estabilizar o império através de reformas administrativas, redução de gastos militares e tolerância religiosa. Guiado por sua mãe, Júlia Mamea, promoveu a moralização do governo e reaproximou-se do Senado. Contudo, sua postura conciliadora e tratados de paz com tribos germânicas o tornaram impopular entre os militares, culminando em sua morte em 235 d.C. Seu assassinato marcou o fim da Dinastia dos Severos e o início da turbulenta “Crise do Terceiro Século”.
As Mulheres que Sustentaram uma Dinastia no Império Romano
As Júlias Domna, Mesa e Mamea foram as principais figuras femininas da Dinastia dos Severos, moldando o destino do Império Romano entre os séculos II e III d.C. Influentes na política e administração, elas usaram poder, riqueza e inteligência para sustentar seus filhos e netos no trono, enfrentando crises e intrigas. De mediadoras de conflitos familiares a conspiradoras estratégicas, essas mulheres romperam as barreiras da época, deixando um legado de liderança única no mundo romano.








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