Capitão James Cook, um desbravador de mundos inexplorados

(Representação visual gerada pela IA Midjourney)

O capitão James Cook foi um dos mais importantes navegadores britânicos, notável por suas expedições desbravadoras para lugares longínquos e pela morte em ação.

Nascido em 1728 na pequena Marton-in-Cleveland, era filho de uma família camponesa e foi criado no ambiente rural, envolvido nas rotinas campestres e chegando a trabalhar numa fazenda. Seus estudos formais ocorreram até completar 12 anos de idade, mas ele demonstrou avançadas habilidades matemáticas e interesse pela astronomia e cartografia, saberes que seriam importantes em sua futura carreira marítima. Depois de se mudar para uma vila de pescadores, virou aprendiz de marceneiro e arrumou um emprego numa embarcação, despertando seu gosto pela vida nos mares e intensificando seus interesses pelos assuntos técnicos que envolviam a navegação.

Em 1755 se alistou na Marinha Real, iniciando sua carreira como marujo raso, mas seus talentos foram reconhecidos e ele já estava atuando como mestre dois anos depois. Durante a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), conflito no qual se confrontaram as alianças lideradas pela Franca e pela Inglaterra, Cook atuou como navegador a bordo do navio HMS Pembroke, além de realizar o serviço de mapeamento que foi importante para as operações da força britânica durante os confrontos na América do Norte. Sua atuação rendeu reconhecimento e impulsionou sua reputação, valendo a confiança para designar o navegador como capitão e líder de expedições exploratórias que eram estratégicas para a Inglaterra.

A primeira expedição comandada pelo capitão Cook teve o importante papel científico de expandir os conhecimentos cartográficos e astronômicos para fins náuticos, testando aplicações para a navegação. Além disso, durante a jornada, entre 1760 e 1771, o comandante chegou ao Taiti, circum-navegou a Nova Zelândia, chegou pioneiramente na costa leste australiana e conheceu várias ilhas do Pacífico. O êxito da missão resultou em nova designação para o comando de uma ousada expedição realizada entre de 1772 a 1775. Ele cruzou o Círculo Polar Antártico, indo além do que qualquer outro navegador anterior conseguiu chegar naquelas condições extremas, ampliou o mapeamento do Pacífico, chegou à Ilha de Páscoa e identificou ilhas inexploradas e voltou para a Nova Zelândia.

Em suas passagens por lugares então desconhecidos pelos europeus, Cook se deparou com variados povos nativos e demonstrou muito interesse por eles, buscando estabelecer relacionamentos pacíficos e realizar observações sobre os costumes locais, embora ocorrências de conflitos também fizessem parte destes contatos, como em lutas travadas contra os Maori em sua passagem pela Nova Zelândia.

Em sua terceira expedição, ocorrida entre 1776 e 1779, ele realizou o primeiro contato europeu com os havaianos, denominando o arquipélago do Havaí como Ilhas Sandwich. De lá, foi explorar o norte da América, incluindo o Alasca, para retornar ao Havaí. Sua segunda passagem por lá não foi tão pacífica quanto a primeira visita. Depois de incidentes pequenos com os nativos, Cook ordenou o sequestro do chefe tribal Kalaniʻōpuʻu, tentando reaver um barco furtado pelos nativos. A reação foi enérgica, com havaianos atacando os ingleses incessantemente. O comandante acabou linchado durante o confronto, golpeado por pedradas e facadas até a morte. Os britânicos negociaram com os nativos os restos do capitão para a realização de um honroso funeral marítimo e comando passou para o imediato Charles Clerke, que assumiu a responsabilidade de concluir a missão prevista de identificar rotas pelo Noroeste.

James Cook, reconhecido como um dos maiores exploradores britânicos, foi casado com Elizabeth Batts e tiveram seis filhos, todos mortos precocemente.


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