Olaf II Haraldsson nasceu por volta de 995 em Ringerike, Noruega. Seu pai era Harald Grenske, governante de Vestfold, um dos pequenos reinos da fragmentada região norueguesa de sua época. Seu pai morreu ainda antes de seu nascimento e sua mãe, Åsta Gudbrandsdatter, casou-se logo em seguida com Sigurd Syr, um influente líder local.
Olaf exibiu desde cedo um espírito desbravador e disposição para encarar desafios. Aos 12 anos de idade ele começou a participar das expedições vikings pelo Mar Báltico e do Mar do Norte, tendo experiências e aventuras notáveis participando de saques, batalhas e conhecendo regiões distantes de sua terra natal, chegando na Inglaterra e a Normandia, onde, por volta de 1010, acabou fazendo uma descoberta que mudou sua vida.
Ele conheceu o cristianismo e resolveu se converter, sendo batizado e dedicando-se a conhecer cada vez mais sobre os princípios da nova religião que adotou. Esta imersão na cultura cristã foi reforçada por seu tempo de serviço ao lado do rei Etelredo II da Inglaterra, com quem aprendeu aspectos de governo e liderança militar.
Olaf voltou para a Noruega em 1015 disposto a reunificar o país, feito realizado anteriormente por seu trisavô Harald Cabelo Bonito. Para isso colocou em ação uma ousada estratégia de alianças e uma campanha militar para subjugar os líderes locais resistentes à ideia, principalmente seu principal rival Svein Håkonsson, derrotado na Batalha de Nesjar no ano seguinte.
Consagrado como rei Olaf II, ele tratou de promover o cristianismo com a assistência dos vários pregadores cristãos que levou para a Noruega. Esta não era uma tarefa fácil, pois exigia confrontar as antigas tradições pagãs vikings. Ele ordenou a construção de igrejas cristãs para difundir o cristianismo entre os noruegueses e alterou as leis para que seguissem princípios cristãos, incluindo a proibição das práticas pagãs, abordadas como heresias. O rei não evitou conversão forçada e pressionou a população para a aceitação do cristianismo, destruindo templos tradicionais e perseguindo praticantes e figuras ligadas à realização dos rituais antigos.
A resistência a esta profunda alteração cultural foi ferrenha, mobilizando nobres e outros líderes, que reagiram através do confronto direto e também recorrendo a uma importante e decisiva aliança com Canuto, o Grande, rei da Dinamarca. A Noruega foi invadida em 1028 por tropas dinamarquesas que lutaram ao lado dos opositores de Olaf II, que acabou precisando fugir para a Suécia e depois para Rússia de Kiev. Quando conseguiu reagrupar seus aliados e obter apoios externos, ele tentou retomar o poder, mas foi derrotado definitivamente na Batalha de Stiklestad, em julho de 1030, morrendo em ação.
A repercussão da morte de Olaf II foi enorme entre os cristãos e, por iniciativa do bispo Grimkell, seu principal aliado na estrutura institucional da igreja cristã, ele foi elevado a uma condição de mártir pela fé e canonizado como um santo em 1031. A Igreja Católica reconheceu sua iniciativa de difundir a religião e o Papa Alexandre III confirmou oficialmente sua santidade. Santo Olaf foi declarado Rex Perpetuus Norvegiae (“Rei Eterno da Noruega”) e foi destacado como santo patrono do país.
A continuidade de seu propósito de unificação e cristianização foi conduzida por Harald Hardrada, o último grande rei Viking.
Referências:


[…] da Noruega foi afetada por disputas internas que levaram a outra fase de fragmentação até que Olaf II Haraldsson voltasse a reunificar as terras como único […]
[…] Olaf II, nascido em 995, foi um destemido guerreiro viking que se converteu ao cristianismo e dedicou sua vida à unificação da Noruega e à promoção da fé cristã. Apesar da resistência interna e da invasão dinamarquesa, sua morte na Batalha de Stiklestad o transformou em mártir, sendo canonizado em 1031. Hoje, Santo Olaf é o santo patrono da Noruega, lembrado por sua dedicação à religião e ao seu povo. Conheça a trajetória desse rei viking que transcendeu as batalhas e foi imortalizado pela Igreja. […]
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