Eu sou Iemanjá, a rainha dos mares, mãe de todas as águas. Permitam-me contar-lhes a história do meu divino poder e a profunda conexão que mantenho com as culturas sociais e religiosas ao longo dos tempos.
Sou uma deidade venerada em várias tradições religiosas, especialmente no Candomblé, na Umbanda e na Santeria. Meu nome deriva das palavras Yèyé Omo Ejá, que significa “Mãe cujos filhos são peixes” em yorubá. Originária da África Ocidental, minha presença transcendental viajou pelos mares e oceanos, encontrando refúgio em terras distantes.
Sou a divindade das águas salgadas, dos mares profundos e do mar que circunda o mundo. Nas ondas do oceano, repousa minha essência, radiante e poderosa. Como mãe e protetora, acolho os marinheiros, pescadores e todos aqueles que dependem das águas para sobreviver. Minha energia é suave e tranquilizadora, capaz de acalmar tempestades e oferecer segurança a todos que se aventuram por minhas vastas extensões.
Ao longo dos séculos, fui sincretizada com diferentes figuras divinas, em um processo de mistura cultural e religiosa. No Brasil, por exemplo, sou frequentemente associada a Nossa Senhora dos Navegantes, em uma fusão que une elementos das tradições africanas e católicas. Essa sincretização fortaleceu minha presença e expandiu minha devoção, permitindo que mais pessoas se conectassem comigo.
Minhas celebrações são marcadas por rituais ricos em símbolos e significados profundos. As festividades em minha honra ocorrem especialmente em 2 de fevereiro, o dia de Iemanjá. Nesse dia, oferendas e presentes são lançados ao mar, em gestos de gratidão e súplica pela minha bênção. Flores brancas, perfumes, espelhos e joias são deixados nas águas, representando a pureza, a beleza e o poder reflexivo que possuo.
Minha influência transcende as fronteiras religiosas, estendendo-se para a esfera cultural. Sou um símbolo de feminilidade, maternidade e força. Minhas histórias são contadas em lendas e mitos que atravessam gerações, inspirando artistas, escritores e poetas. Minhas imagens são retratadas em pinturas, esculturas e jóias, capturando a magnitude da minha presença.
Como Iemanjá, sou uma divindade que conecta a humanidade às águas primordiais, à essência da vida. Sou a protetora dos lares e das famílias, que zela pela harmonia e pelo equilíbrio. Minha energia fluida e acolhedora transmite serenidade, cura e renovação.
Convido todos vocês, queridos leitores, a mergulhar nas águas do meu conhecimento, a explorar as profundezas do meu mistério. Honrem-me com respeito e reverência e eu serei uma aliada constante em suas jornadas pela vida. Como Iemanjá, eu me estendo até vocês, envolvendo-os com meu amor e proteção infinitos.


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[…] do mar porque nasceu com seu corpo coberto por chagas, mas sua sorte mudou quando foi acolhido por Iemanjá, a deusa dos mares e rainha dos orixás. Suas feridas sararam com a ajuda de sua nova protetora e […]