Sirma Voyvoda, a comandante rebelde

Representação visual gerada pela IA Midjourney

Sirma Voyvoda (Sirma Strezova Krsteva) nasceu em 1776 na pequena aldeia Tresonce, em Debar, na Macedônia. Era filha de artistas e desde cedo ajudava sua família em meio a um contexto difícil na região, que era dominada severamente pelos turcos e que passava constantemente por ataques de grupos de criminosos albaneses que saqueavam moradias e fazendas locais. Os perigos e instabilidades afetavam a comunidade e forjaram na jovem Sirma um sentimento de inconformismo e revolta. Em um dos aqueles, Tresonce foi incendiada, deixando a população (incluindo sua família) desabrigada, fato que motivou Sirma a participar de um movimento rebelde, mas resolveu adotar disfarce de homem para ser admitida com maior facilidade na gangue de haiduks (“foras da lei”) e manter sua identidade resguardada.

Em 1794, aos 18 anos, ela já comandava o esquadrão rebelde, que realizava ataques em retaliação às ofensas sofridas pelo povo das aldeias ou assumia a posição de guarda. Foi nessa ocasião que passou a ser conhecida pelo nome Voyvoda (“líder”). Apesar de prolongar ao longo dos anos sua posição de liderança através de combates nas montanhas macedônias, levou muito tempo até que seus companheiros de luta percebessem que era uma mulher, revelação que afetou seu status no grupo.

Mesmo sendo destituída em 1813, acabou se envolvendo e casando com Velko Spirov, que fora o seu segundo em comando da gangue rebelde, união mantida depois de sua retirada da vida de combates. O poeta Dimitar Miladinov registrou a vida de Sirma em sua obra, fato que ajudou a difundir suas aventuras e legado como guerreira pela libertação de seu povo.

A ex-combatente e líder guerrilheira acabou sendo assassinada em 1864, baleada por um antigo inimigo turco.

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