Archive for the ‘Resumos’ Category

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Infográfico em vídeo – Veja como foi a imigração para os EUA em números

novembro 10, 2012
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Brasil – Ditadura militar

novembro 5, 2008

Estou reunindo aqui algum material (sujeito a atualizações) para facilitar seu estudo sobre este tema tão importante e tão cobrado nos vestibulares. Aproveite.

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Aulas de revisão para o vestibular: da Primeira à segunda Guerra Mundial

outubro 11, 2008

Os alunos do 3º Ano da Escola do Recife podem baixar o texto das aulas de Primeira Guerra Mundial, Revolução Russa, Crise de 1929, Nazi-fascismo e Segunda Guerra Mundial. O arquivo contém resumos das aulas e questões de vestibulares.

Clique aqui e baixe o arquivo (PDF)

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Imperialismo e Neocolonialismo no século XIX

outubro 2, 2008

Na segunda metade do século XIX, países europeus como a Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica e Itália, eram considerados grandes potências industriais. Na América, eram os Estados Unidos quem apresentavam um grande desenvolvimento no campo industrial. Todos estes países exerceram atitudes imperialistas, pois estavam interessados em formar grandes impérios econômicos, levando suas áreas de influência para outros continentes. Com o objetivo de aumentarem sua margem de lucro e também de conseguirem um custo consideravelmente baixo, estes países se dirigiram à África, Ásia e Oceania, dominando e explorando estes povos. Não muito diferente do colonialismo dos séculos XV e XVI, que utilizou como desculpa a divulgação do cristianismo; o neocolonialismo do século XIX usou o argumento de levar o progresso da ciência e da tecnologia ao mundo. 

Na verdade, o que estes países realmente queriam era o reconhecimento industrial internacional, e, para isso, foram em busca de locais onde pudessem encontrar matérias-primas e fontes de energia. Os países escolhidos foram colonizados e seus povos desrespeitados. Um exemplo deste desrespeito foi o ponto culminante da dominação neocolonialista, quando países europeus dividiram entre si os territórios africano e asiático, sem sequer levar em conta as diferenças éticas e culturais destes povos. Devido ao fato de possuírem os mesmo interesses, os colonizadores lutavam entre si para se sobressaírem comercialmente. O governo dos Estados Unidos, que já colonizava a América Latina, ao perceber a importância de Cuba no mercado mundial, invadiu o território, que, até então, era dominado pela Espanha. Após este confronto, as tropas espanholas tiveram que ceder lugar às tropas norte-americanas. Em 1898, as tropas espanholas foram novamente vencidas pelas norte-americanas, e, desta vez, a Espanha teve que ceder as Filipinas aos Estados Unidos. Um outro ponto importante a se estudar sobre o neocolonialismo, é à entrada dos ingleses na China, ocorrida após a derrota dos chineses durante a Guerra do Ópio (1840-1842). Esta guerra foi iniciada pelos ingleses após as autoridades chinesas, que já sabiam do mal causado por esta substância, terem queimado uma embarcação inglesa repleta de ópio. Depois de ser derrotada pelas tropas britânicas, a China, foi obrigada a assinar o Tratado de Nanquim, que favorecia os ingleses em todas as clausulas. A dominação britânica foi marcante por sua crueldade e só teve fim no ano de 1949, ano da revolução comunista na China. 

Como conclusão, pode-se afirmar que os colonialistas do século XIX, só se interessavam pelo lucro que eles obtinham através do trabalho que os habitantes das colônias prestavam para eles. Eles não se importavam com as condições de trabalho e tampouco se os nativos iriam ou não sobreviver a esta forma de exploração desumana e capitalista. Foi somente no século XX que as colônias conseguiram suas independências, porém herdaram dos europeus uma série de conflitos e países marcados pela exploração, subdesenvolvimento e dificuldades políticas.

Liberalismoinspirado em alguns princípios do Iluminismo e da Revolução Francesa, era a ideologia dominante entre a burguesia industrial; opunha-se ao absolutismo monárquico e à intervenção do Estado na vida econômica; e seus seguidores lutavam pela adoção de uma Constituição que estabelecesse limites para a ação dos governantes, garantisse os direitos civis e políticos e assegurasse o respeito às liberdades individuais, juntamente com a liberdade de mercado.

Nacionalismo – forte entre os povos de mesma origem e cultura mas ainda não unificados ou sob dominação estrangeira; seus adeptos lutavam pela afirmação da idéia de nação, pela unidade política e pela independência nacional.

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Os Hebreus

outubro 2, 2008

Segundo alguns pensadores, as religiões seriam uma tentativa de se encontrarem respostas para certas indagações que a razão humana não conseguia explicar. Assim, os deuses teriam sido criados pela imaginação humana para explicar fenômenos como o nascer do Sol, o aparecimento de uma estrela cadente, a queda de um raio, as doenças, o nascimento e a morte, etc. Com o tempo, uma divindade teria se destacado entre as outras e passado a ser considerada uma espécie de rei dos deuses, criador de todas as coisas. Esse processo teria levado a humanidade em direção ao monoteísmo. No Egito, por exemplo, no século XIV a.C., o faraó Amenófis IV tentou implantar o culto a um único deus, Aton, mas fracassou. Após sua morte, os egípcios retornaram ao politeísmo. Seja como for, a crença em um Deus único e universal só se concretizou de fato entre os hebreus, povo nômade que, há milhares de anos, disputava com outras tribos do deserto poços de água e terras de pastagem no Oriente Médio.

Os hebreus são um grupo que tem sua origem lingüística na Mesopotâmia. O hebraico falado por eles era uma língua semita, assim como as línguas de outros povos mesopotâmicos. Sua história é narrada sem precisão científica no Velho Testamento, um dos livros que compõem a Bíblia. O primeiro registro não bíblico de sua existência foi encontrado no Egito e é datado de cerca de 1220 a.C. Tra¬ta-se de um relato sobre a relação de dominação exercida sobre eles pelo faraó Mineptah. Documentos históricos e descobertas arqueológicas comprovam a presença dos hebreus na Palestina somente a partir de 1230 a.C. Essa data contraria as informações da Bíblia, segundo a qual eles já estariam estabelecidos em solo palestino dois séculos antes. Quando os hebreus se estabeleceram na Palestina, sua organização social baseava-se em um sistema comunitário, sem forma definida de governo. Os líderes surgiam apenas em momentos de maior necessidade, como durante as guerras. Na falta de uma centralização política e administrativa, cabia a um conselho de anciães, liderado por um juiz, orientar e aconselhar a população em questões es¬pecíficas. Os juízes eram chefes militares com autoridade religiosa. Na tentativa de unificar as tribos hebraicas, eles passaram a difundir entre a população a idéia de que os hebreus eram um povo único, escolhido por Deus em meio a tantos outros. Para criar esse sentimento de identidade, os juízes afirmavam que os hebreus eram descendentes diretos do patriarca Abraão – aquele que, segundo a Bíblia, teria conduzido os hebreus de Ur, na Mesopotâmia, à Terra prometida, na Palestina. Eles também exortavam a população a abandonar seus antigos hábitos politeístas. Tudo isso contribuiu para o nascimento do judaísmo, religião monoteísta que se tornaria a base de outras crenças monoteístas surgidas mais tarde, como o cristianismo e o islamismo.

Por volta de 1010 a.C. os hebreus unificaram suas tribos e formaram o reino de Israel, do qual o primeiro rei foi Saul. Coube a seu sucessor, Davi (1006-966 a.C.), a tarefa de expulsar da Palestina um dos povos rivais: os filisteus. Após escolher Jerusalém – cidade que já existia – para capital do reino, Davi dividiu Israel em doze províncias ou tribos. 3om Salomão (966-926 a.C.), filho de Davi, o reino de Israel conheceu sua fase de esplendor e de centralização religiosa. É dessa época a construção do Templo de Jerusalém. Com a morte de Salomão, o reino entrou em convulsão e dividiu-se entre o reino de Israel (reunindo as dez tribos do norte) e o reino de Judá (formado pelas duas tribos do sul). Em 722 a.C. o reino de Israel foi dominado pelos assírios, que levaram muitos hebreus como escravos para seu território. Em 587 a.C. Nabucodonosor, rei dos babilônicos, conquistou Judá, destruiu o Templo de Jerusalém e escravizou muitos de seus habitantes, levando-os para a Babilônia. Em 539 a.C. Ciro I, o Grande, rei da Pérsia, conquistou a Mesopotâmia e permitiu que os hebreus retornassem à Palestina, onde viveriam em liberdade desde que lhe pagassem tributos. Posteriormente, a região da Palestina foi dominada pelos gregos e depois pelos romanos. Em razão da violência imposta por estes últimos, os hebreus dispersaram-se por vários lugares do mundo na chamada Diáspora. Essa dispersão duraria cerca de 2 mil anos. Mesmo vivendo separados uns dos outros, sem governo e sem território próprios até 1948, quando a ONU criou o Estado de Israel, os judeus mantiveram vivo o sentimento de identidade nacional e religiosa. Esse sentimento de pertencer a uma única nação só foi possível em razão de sua forte crença religiosa e do fato de acreditarem que a Palestina estava destinada a eles por vontade divina.

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Os Persas

outubro 2, 2008

As origens da antiga Pérsia remontam a 2000 a.C., guando tribos nômades originárias da Ásia central e da Rússia atual instalaram-se no planalto iraniano. Entre estas tribos estavam os medos e os persas.Os medos se estabeleceram no oeste e no noroeste do planalto, nas proximidades da atual cidade de Teerã, capital do Irã. Já as tribos persas se fixaram no sudoeste do planalto. Por volta do século VII a.C. os medos foram unificados por Déjoces, que se tornou rei. Coube a seu neto Caixares a tarefa de consolidar o Império Medo. Graças a um exército composto de soldados disciplinados desde a infância, Ciaxares dominou os persas e outros povos, que passaram a lhe pagar tributos. Com a morte de Ciaxares, o trono dos medos passou a ser ocupado por seu filho Astíages. Este, por sua vez, promoveu o casamento de uma de suas filhas com o principal líder persa. Dessa união nasceu Ciro. Em 559 a.C. Ciro assumiu o lugar de seu pai e unificou as várias tribos persas. Temeroso de perder o poder, em 550 a.C. Astíages lançou seu exército contra Ciro na região conhecida como Pasárgada, mas foi der rotado. Com a vitória, Ciro incorporou o reino dos medos ao território persa, dando início à dinastia dos Aquemênidas – nome do clã de seu pai. Grande estrategista militar, Ciro ampliou o território persa após a submissão dos medos e o transformou em um grande império. Por causa dessas conquistas, Ciro ficou conhecido como o Grande.

Após a morte de Ciro e algumas disputas internas, um líder chamado Dario assumiu o poder em 522 a.C. Além de recuperar domínios perdidos, Dario expandiu o Império Persa, no qual passaram a viver cerca de 10 milhões de pessoas de idiomas, costumes e religiões diferentes. Para controlar toda essa população, Dario estabeleceu um sistema unificado de impostos, um código de leis, um sistema monetário único e uma excelente rede de estradas e correios que interligavam as várias regiões do império. Mas Dario também conheceu derrotas, principalmente a partir de 514 a.C., época em que resolveu direcionar suas conquistas para a Europa. Nessa empreitada, os persas foram vencidos pelas cidades-Estado gregas nas Guerras Médicas, ou Greco-Pérsicas. Com a derrota persa, as cidades gregas tornaram-se a principais força do Mediterrâneo oriental. Em 331 a.C. o rei da Macedônia, Alexandre, o Grande, que já dominava a Grécia, derrotou Dario III e conquistou Império Persa, pondo fim à dinastia Aquemênida. Em 642 a Pérsia foi conquistada pelos árabes e quase toda a sua população se converteu ao islamismo. No século XI a região foi invadida pelos turcos e, no século XIII pelos mongóis. Posteriormente, voltou a ser governada por dinastias de origem persa. Em 1935 o país passou a se chamar Irã.

O rei Dario I

Os persas deixaram um grande legado aos diversos povos e religiões posteriores a eles. As idéias relacionadas ao juízo final, ao paraíso e à oposição entre o Bem e o Mal presentes no cristianismo, por exemplo, têm como origem o zoroastrismo, a religião persa. Os fundamentos dessa religião estão registrados no Zend-Avesta,obra escrita por Zoroastro (628-551 a.C.),também conhecido como Zaratustra. Oficialmente, apenas o grande deus Ahura-Mazdâ -simbolizado pela luz e pela pureza do fogo era adorado. A população, porém, cultuava divindades que personificavam as forças do Bem em permanente luta contra as trevas e os demônios. Acreditava que quem combatesse as forças do Mal alcançaria a felicidade e a vida eterna.

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Os Fenícios

outubro 2, 2008

O Líbano é uma nação do continente asiático encravada entre a Síria, Israel e o mar Mediterrâneo. Com uma área de 10 mil quilômetros quadrados, seu território é formado por um pequeno e fértil planalto ao centro, cercado por duas cadeias de montanhas. Por volta de 3000 a.C. estabeleceram-se ali povos de origem semita que se autodenominavam cananeus, uma vez que a região era conhecida pelo nome de Canaã. Os cananeus construíram seus aldeamentos sobretudo às margens do Mediterrâneo. Com grande atividade comercial, esse povoamento deu origem a diversas cidades portuárias, como Biblos, Ugarit e Tiro. Embora as cidades tivessem idioma e hábitos culturais semelhantes, não estavam unificadas em torno de um único reino. Eram cidades-Estado. Tinham, portanto, autonomia política e administrativa. De modo geral, eram governadas por monarcas, em torno dos quais encontravam-se a aristocracia – composta de comerciantes e proprietários de terras – e um clero poderoso. A grande massa urbana era formada por marinheiros e trabalhadores especializados em fabricar jóias, vidros, tecidos e outros produtos. A comunicação entre as diferentes cidades-Estado era feita principalmente pelo mar; com o tempo, os cananeus passaram também a estabelecer relações mercantis com outras populações mediterrâneas. Por volta de 2500 a.C. algumas cidades cananéias haviam se transformado em ponto de encontro de caravanas de mercadores vindas das mais diferentes regiões, constituindo-se em verdadeiros entrepostos comerciais. Esse foi, por exemplo, o caso de Biblos, que se tornou o principal centro distribuidor do papiro fabricado no Egito.

Os cananeus se destacaram também pela produção de corantes, desenvolvendo uma sofisticada técnica de tingir tecidos. Teria sido por esse motivo que os gregos chamavam Canaã de Phoenicia (púrpura), palavra da qual derivam Fenícia e fenícios. Por volta de 1200 a.C. as regiões circunvizinhas da Fenícia foram ocupadas por diversos povos, entre os quais os arameus, hebreus e filisteus. Para crescer e prosperar, restava aos fenícios somente a opção de expandir-se pelo mar Mediterrâneo. Foi o que fizeram. Entre os fatores que permitiram a expansão maríti¬ma desse povo destaca-se seu grande desenvolvimento náutico. Para garantir a segurança de suas embarcações, elas eram escoltadas por barcos de guerra que levavam na proa um aríete de madeira e bronze utilizado para perfurar os barcos piratas. Os fenícios conheciam também as correntes marítimas, o vôo das aves migratórias, a migração de alguns peixes e os ventos de cada região. De posse dessas informações, eles podiam afastar-se cada vez mais de seu litoral e atingir regiões longínquas. Segundo antigos relatos, no século VIII a.C. os fenícios teriam realizado uma proeza que só seria repetida pelos portugueses mais de 2 mil anos depois: a circunavegação da África.

Os fenícios obtinham grandes lucros com essas viagens. Nelas, trocavam cedro, armas, linho, pedras preciosas, artefatos de vidro, objetos de marfim e tecidos coloridos por ouro, cobre, estanho, ferro. Muitos dos lugares em que paravam para descansar ou se abastecer transformaram-se em cidades comerciais fenícias – esse foi o caso de Cirene, Lepsis, Oea (atual Trípoli), etc. A mais importante de todas, porém, foi Cartago, fundada no século IX a.C. no norte da África. Graças à estreita relação mantida com outros povos, os fenícios sofreram um crescente processo de universalização étnica e cultural. Ao mesmo tempo que se miscigenavam com habitantes de outras regiões, como os egípcios e os egeus, assimilaram aspectos culturais, artísticos e religiosos dessas sociedades. A partir do século IX a.C. a Fenícia entrou em decadência, sofrendo invasões de vários povos. Primeiro, foram os assírios. Entre os séculos VII e IV a.C. babilônicos, persas e gregos dominaram sucessivamente a região. Em 64 a.C. Roma incorporou as cidades fenícias aos seus domínios, transformando-as em parte da província da Síria. A civilização fenícia chegava ao fim, mas sua herança se perpetuaria ao longo dos séculos graças sobretudo a uma das maiores invenções da humanidade: o alfabeto.

Alfabeto fenicio

Alfabeto fenício

Por estarem intimamente voltados para o comércio, os fenícios tinham necessidade de controlar por escrito suas transações comerciais. Entretanto, as principais escritas empregadas na época – a hieroglífica e a cuneiforfe – não permitiam aos comerciantes elaborar seus próprios registros, pois seu conhecimento era monopólio de alguns escribas. Por volta de 1500 a.C. começou a tomar forma um sistema de escrita muito mais prático. Em vez das centenas de caracteres pictóricos, esse sistema utilizava apenas 29 caracteres cuneiformes; a cada um deles era atribuído um valor fonético, ou seja, cada sinal representava um som específico. Mais tarde, os fenícios reduziram esse alfabeto para 22 símbolos correspondentes às consoantes; como as vogais não eram escritas, cabia ao leitor completar as palavras de acordo com seu sentido. Para tornar a escrita ainda mais fácil, os fenícios deixaram de lado as barras de argila e passaram a registrar suas anotações em rolos de papiro. Graças a essas mudanças, saber ler e escrever deixou de ser privilégio de um pequeno círculo, tornando-se uma habilidade ao alcance de um número cada vez maior de pessoas.