Archive for the ‘Fatos curiosos’ Category

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Armas falsas e estratégias de enganação na Segunda Guerra Mundial

junho 21, 2015

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Durante a Segunda Guerra Mundial enganar o inimigo poderia ser tão decisivo quanto vencê-lo numa batalha. Para isso os contendedores usavam a criatividade para iludir seus oponentes e criar falsas impressões, tendo utilizado meios para enganar através de objetos e cenários falsos. A malandragem de guerra envolvia a elaboração de sofisticados artifícios como veículos infláveis, armas que não tinham efetividade destrutiva, soldados e até cidades “fake”. Os exemplos eram curiosíssimos.

Canhão inflável: A única explosão que poderia causar seria dele mesmo caso a borracha fosse rompida ou enchido demais.

Canhão inflável: A única explosão que poderia causar seria dele mesmo caso a borracha fosse rompida ou enchido demais.

Além de tanques e outros veículos de borracha que serviam para criar a ilusão de que os comboios militares eram maiores do que realmente costumavam ser (o gif acima demonstra criações do exército dos EUA), valiam outras armações como sistemas de som que reproduziam estrondos de explosões e ruídos de veículos terrestres e aviões inexistentes, que provocavam terror entre os inimigos que achavam que estavam diante de forças que não poderia enfrentar ou conter (clique e confira).

Até em ataques aéreos os Aliados empregavam paraquedistas falsos para influenciar uma perspectiva enganadora do volume da ofensiva através do emprego de bonecos (que os norte-americanos chamavam de Oscar e os britânicos chamavam de Rupert). E, claro, é conhecido o emprego em larga escala de navios falsos para despistar os nazistas por ocasião da execução estratégica do Dia D.

Outra curiosa aplicação da falsidade foi realizada para esconder as instalações da Boeing (que produzia significativa parte das aeronaves de guerra dos EUA), em Seattle. Com receio de um bombardeio alemão, uma cidade falsa de 25 hectares foi inteiramente foi montada sobre a fábrica

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Uma incrível armadura de ossos descoberta na Sibéria

março 26, 2015
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A armadura de ossos siberiana

Mais uma interessante descoberta arqueológica foi feita lá pelas bandas de Omsk, na Sibéria. Trata-se de uma armadura feita de ossos. O artefato possui, conforme estimativas, entre 3.500 a 3.900 anos e foi encontrado, na verdade, numa escavação de um canteiro de obras de um futuro hotel às margens do rio Irtysh. Especula-se que a armadura tenha sido um presente, um item de troca ou mesmo um despojo de guerra – além, claro, de ter sido um utensílio pertencente a um guerreiro.

Os pesquisadores russos nunca haviam encontrado nada semelhante anteriormente e o achado pode ter pertencido a algum indivíduo da cultura Samus-Seyminskaya, que viveu na região na época atribuída à peça. Os ossos empregados na confecção da armadura podem ter sido de alce, cervo ou cavalo e ela era bstante funcional, possibilitando relativa segurança contra golpes de armas empregadas no período.

O hotel vai precisar de mais tempo até sua conclusão, pois há fortes indícios de que nas redondezas muitas outras coisas podem ser ainda descobertas.

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A armadura no local da descoberta

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A armadura no local da descoberta

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Detalhe de uma placa óssea da armadura

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Bullying científico: Nomear espécies pode ser uma oportunidade para insultar

março 14, 2015
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O ex-presidente Geoge W. Bush e o besouro nomeado em sua “homenagem”

Que tal estabelecer um nome científico de alguma espécie animal (preferencialmente um bicho asqueroso) para provocar um desafeto? Alguns cientistas já promoveram essa trollagem, embora a Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica busque impedir esse tipo de prática atualmente. Ofensas na nomeação de vegetais também são comuns e as vítimas são, nos dois casos, escolhidas por meio de variadas – e insólitas – justificativas. Os exemplos são fartos – diversos estão aqui.

As provocações científicas começaram já com o criador da nomenclatura binominal e da classificação científica, o renomado sueco Carolus Linnaeus (1707-1778), o próprio “Pai da Taxonomia”. Dizem que Linnaeus (ou Lineu, conforme os lusófonos) achou por bem denominar um gênero de ervas como Buffonia como uma “homenagem” a Georges-Louis Leclerc (1707-1788), o Conde de Buffon, que era seu rival nos estudos taxonômicos – além disso, o nome também se associa à palavra latina bufo, que os romanos empregavam para identificar os saltitantes sapos. Linnaeus realmente gostava de insultar seus desafetos e classificou como Siegesbeckia um gênero de ervas daninhas, fazendo uma alusão clara ao botânico Johann Georg Siegesbeck (1686-1755), que manifestou uma discordância em relação a conclusões de Linnaeus sobre o processo de reprodução de vegetais. Outra vítima de Linnaeus foi o naturalista Daniel Rolander (1725-1793) que fora seu ex-aluno e que se recusou a mostrar ao famoso colega e mestre as espécimes por ele coletadas numa expedição no Suriname. Linnaeus invadiu a casa de Rolander para roubar parte das amostras, mas fez coisa ainda pior: Nomeou um besouro como Aphanus rolandri (“Aphanus” é uma palavra grega que pode ser traduzida como “insignificante”).

O paleontólogo (e também sueco) Olof August Peterson (1865-1932) nomeou uma espécie de porco pré-histórico como Dinohyus holland por irritação com William Jacob Holland (1848-1932), que foi diretor do Museu Carnegie de História Natural. Peterson se incomodava com o hábito de Holland de listar seu próprio nome nos artigos científicos em primeiro lugar mesmo quando tinha participação pouco expressiva nas pesquisas que os originavam, achando então que seria adequada a referência ao colega na nomenclatura de um porco.

A confusão envolvendo suecos não se encerra aí, pois nas décadas de 1920-1930 os paleontólogos Elsa Warburg e Orvar Isberg também estabeleceram nomenclaturas insultuosas entre si. Elsa Warburg nomeou o artrópode primitivo da classe tirilobite como Planifrons isbergia, sendo a a palavra “planisfrons” derivada da expressão sueca “cabeça chata”, que tinha sentido usual como referência à estupidez ou burrice enquanto o termo “isbergia” ere uma alusão ao sobrenome do rival. Orvar Isberg devolveu a gentileza ao nomear o mexilhão pré-histórico Crassa warburgia, sendo a palavra “crassa” empregada para chamar uma pessoa de gorda e o segundo termo uma alusão explícita à cientista “homenageada”.

Em 1884 um embate se estabeleceu entre os ex-amigos e paleontólogos Othniel Charles Marsh e Edward Drinker Cope, levando ambos a um confronto no qual um tentava sabotar o trabalho do outro. Naquele ano Cope nomeou um mamífero pré-históricos como Anisonchus cophater e justificou a nomenclatura da seguinte forma: “não adianta procurar a derivação grega de cophater, porque não é clássico na origem. É derivado da união de duas palavras inglesas, ‘cope’ (o verbo ‘to cope’, que significa ‘lidar’) e ‘hater’ (‘aborrecedor’), que adotei em honra daqueles que me aborrecem e que vivem me cercando“. A justificativa era destinada a provocar Marsh, que foi “vingado” em 1878, quando o paleontólogo Leigh Van Halen resolveu nomear outro mamífero pré-histórico como Oxyacodon marshater, empregando a mesma lógica para equilibrar a briga entre Cope e Marsh.

Engana-se quem acha que este tipo de provocação parou por aí, afinal, há vários outros exemplos de nomenclaturas provocativas e insultuosas.

O ex-presidente norte-americano George W. Bush, seu vice-presidente (Dick Cheney) e seu secretário de defesa (Donald Rumsfeld) acabaram servido para nomeação de besouros. Entomologistas da Universidade de Cornell identificaram e nomearam 65 espécies de besouros de lodo e mofo do gênero Agathidium. Os figurões do poder acabaram servindo para nomear o Agathidium bushi, o Agathidium cheneyi e o Agathidium rumsfeldi – e no conjunto de espécies incluíram também uma espécie que foi nomeada com referência ao vilão cinematográfico Darth Vader. O entomologista Quentin Wheeler jura as citações a Bush, Cheney e Rumsfeld foram mesmo por homenagem e não por provocação.

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Tortura medieval ou fraude moderna? A invenção da Donzela de Ferro

fevereiro 28, 2015

O conhecido instrumento de tortura “Donzela de Ferro” (Iron Maiden) é, na verdade, uma fraude, afinal, nunca foi empregado com a finalidade de promover dor e sofrimento na Idade Média.

O terrível caixão de ferro com espetos sequer existia no período medieval, pois apenas durante século XIX começaram a aparecer exemplares dessa curiosa e brutal caixa da morte através de peças artísticas bizarras, conceituais ou mesmo como fraudes e brincadeiras mórbidas.

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A Donzela de Ferro de Nuremberg

O alemão Johann Siebenkees começou em 1793 a popularizar uma história inventada sobre um caso no qual o artefato metálico sinistro teria sido empregado para punir um falsário três séculos antes. Siebenkees era filósofo e gostava de fazer pesquisas arqueológicas, o que conferia certa credibilidade ao caso que ele divulgou e em 1802 apareceu então o tal caixão de ferro com espetos e uma face feminina, mas que fora feito para impressionar e ser exibido e não era um produto medieval – era a Donzela de Ferro de Nuremberg, que acabou sendo destruída no ataque aliado à cidade alemã em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.

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A Donzela de Ferro de Peacock

Também no século XIX o inglês Matthew Peacock queria provar que os métodos de tortura modernos eram mais terríveis que os medievais, criando então sua versão de uma Donzela de Ferro que fora doada a um museu e posteriormente (em 1865) foi parar no Castelo de Kyburg, também na Alemanha.

Apesar da falsidade das peças, que não eram medievais, um artefato comparável poderia ter inspirado a criação dos tenebrosos caixões de ferro. A narrativa sobre uma execução em Cartago feita por Tertuliano (160-225 dC) e reforçada por Santo Agostinho de Hipona (354-430) pode ter inspirado a ideia de criação das donzelas de ferro. Os dois escreveram sobre a execução pelos cartagineses do general e líder político romano Marcus Atilius Regulus (307-250 aC), que fora trancafiado num caixão depois cravejado por longos pregos que o atingiram fatalmente.

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O mulherengo Fidel Castro

abril 21, 2014
Fidel Castro rodeado por admiradoras em uma viagem à Nova York (1959)

Fidel Castro rodeado por admiradoras em uma viagem à Nova York (1959)

Todo mundo conhece a habilidade de Fidel Castro como orador e sua capacidade de ficar horas discursando sem parar. Mas o líder da Revolução Cubana tem (ou tinha) outros talentos menos debatidos. Ele fazia sucesso com as mulheres e também fez fama como mulherengo inveterado. Consta até que ele teve, pelo menos, dez filhos – o próprio Fidel chegou a dizer que tinha uma “tribo” de filhos numa entrevista em 1993.

O ditador cubano (dá para negar isso?) teve com Myrta Diaz-Balart, sua primeira esposa, seis filhos. Teve ainda um “casamento secreto” em 1980 (mas só revelado em 2003) com Dalla Soto del Valle, mas vários outros casos igualmente secretos existiram mesmo desde antes de sua ascensão ao poder – só em 1956, Fidel teve três filhos com três mães diferentes.

 

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A Catacumba dos Santos

abril 4, 2014

Em 1578 foram descobertos restos mortais que estavam resguardados em uma catacumba sob as ruas de Roma. Consideraram que os restos eram de alguns dos primeiros mártires cristãos que foram perseguidos pelo Império Romano. Atribuíram aos esqueletos a condição de relíquias sagradas e o local no qual foram descobertos foi chamado de “Catacumba dos Santos”. Alguns dos esqueletos acabaram sendo enviados até a Alemanha para substituir outras relíquias que foram destruídas por ocasião da Reforma Protestante.

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A evolução das próteses

março 27, 2014

A preocupação com a adequação de pessoas mutiladas ou que padeciam de deficiências levou alguns inventores, médicos e curiosos a uma produção de artefatos para “substituir” os membros necessários para as vidas daqueles que faziam uso dessas criações. As próteses nem sempre eram confortáveis, muitas vezes incomodavam e até feriam, mas o desenvolvimento desses projetos foi representando uma trajetória para o aprimoramento das próteses.

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Século 16: Projeto do braço direito de Gottfried “Götz” Von Berlichingen

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Século 16: Projeto do braço direito de Gottfried “Götz” Von Berlichingen

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1580: Mão de ferro

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1580: Mão e braço de ferro

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